SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2026
Qual dos parâmetros abaixo não é uma variável avaliada na realização do perfil biofísico fetal?
PBF = CTG + 4 parâmetros USG (Líquido, Respiração, Movimento, Tônus).
O PBF avalia a vitalidade fetal através de marcadores de hipóxia aguda (movimentos, tônus, respiração, CTG) e crônica (líquido amniótico). O peso fetal é um parâmetro de crescimento, não de bem-estar agudo.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é um método biofísico de avaliação da vitalidade fetal que combina a cardiotocografia em repouso com a ultrassonografia em tempo real. A lógica fisiopatológica reside no fato de que as atividades biofísicas dependem da integridade do sistema nervoso central, que é altamente sensível a variações na oxigenação. Em situações de hipóxia progressiva, as atividades biofísicas desaparecem em uma sequência específica: primeiro a reatividade da FCF e os movimentos respiratórios, seguidos pelos movimentos corporais e, por último, o tônus fetal. A redução do volume de líquido amniótico (oligodramnia) sugere um insulto crônico. Portanto, o PBF é uma ferramenta diagnóstica superior a exames isolados para prever o desfecho perinatal e guiar a decisão de interrupção da gestação.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) clássico de Manning consiste em cinco variáveis: 1) Cardiotocografia (reatividade da frequência cardíaca fetal); 2) Movimentos respiratórios fetais; 3) Movimentos corporais fetais; 4) Tônus fetal (extensão e flexão de membros ou tronco); e 5) Volume do líquido amniótico. Cada parâmetro recebe pontuação 0 (anormal) ou 2 (normal), totalizando 10 pontos. É uma ferramenta essencial para identificar fetos em risco de asfixia intrauterina.
Os marcadores agudos (reatividade da FCF, movimentos respiratórios, movimentos corporais e tônus) são controlados por centros neurológicos fetais que são sensíveis à hipóxia imediata. O desaparecimento desses sinais segue uma ordem hierárquica inversa ao seu desenvolvimento embriológico. Já o volume do líquido amniótico é considerado um marcador de hipóxia crônica, pois reflete o débito urinário fetal, que diminui quando há redistribuição de fluxo sanguíneo (centralização) em resposta à hipóxia prolongada.
O peso fetal, geralmente estimado pelo percentil de crescimento, é um indicador de desenvolvimento e nutrição fetal ao longo do tempo. Embora um feto pequeno para a idade gestacional (PIG) tenha maior risco de insuficiência placentária, o peso em si não indica se o feto está sofrendo hipóxia no momento do exame. O PBF foca em variáveis dinâmicas e biofísicas que mudam rapidamente em resposta ao estado de oxigenação fetal.
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