Perfil Biofísico Fetal Alterado: Conduta na Hipertensão Crônica

FAA/UNIFAA - Hospital Escola Luiz Gioseffi Jannuzzi (RJ) — Prova 2015

Enunciado

Gestante com hipertensão arterial crônica, na 37ª semana, realiza perfil biofísico fetal e apresenta o escore 5. O índice do líquido amniótico apresenta resultado de 2,0 cm. Na cardiotocografia, não são constatadas acelerações da FCF associadas a movimentação fetal em 60 minutos de exame. Qual a conduta mais adequada para o caso?

Alternativas

  1. A) Hidratação materna e reavaliação em 24 horas.
  2. B) Repouso domiciliar e reavaliação em sete dias.
  3. C) Conduta expectante e reavaliação em três dias.
  4. D) Internação para resolução da gestação.

Pérola Clínica

PBF escore 5 + ILA 2cm + HPP = Internação para resolução da gestação.

Resumo-Chave

Um perfil biofísico fetal com escore 5 (anormal) e oligodrâmnio severo (ILA 2,0 cm), em uma gestante com hipertensão arterial crônica na 37ª semana, indica comprometimento da vitalidade fetal e risco aumentado. A conduta mais adequada é a internação para resolução da gestação, visando evitar desfechos adversos.

Contexto Educacional

A avaliação da vitalidade fetal é um pilar fundamental no acompanhamento pré-natal de gestações de alto risco, como aquelas complicadas por hipertensão arterial crônica. O perfil biofísico fetal (PBF) é uma ferramenta abrangente que avalia cinco parâmetros: tônus fetal, movimentos fetais, movimentos respiratórios fetais, volume de líquido amniótico e cardiotocografia reativa. Cada parâmetro recebe 0 ou 2 pontos, totalizando um escore máximo de 10. Um escore de PBF de 5 é considerado anormal e sugere comprometimento da vitalidade fetal, indicando um risco elevado de asfixia e desfechos perinatais desfavoráveis. A presença de oligodrâmnio severo (Índice de Líquido Amniótico - ILA < 5 cm, ou neste caso, 2,0 cm) é um achado preocupante que frequentemente reflete insuficiência placentária crônica e aumenta o risco de compressão do cordão umbilical. Nesse cenário clínico, com uma gestante na 37ª semana com hipertensão arterial crônica, PBF de 5 e oligodrâmnio severo, a conduta expectante não é apropriada. A combinação desses fatores aponta para um feto em sofrimento crônico e risco iminente. Portanto, a internação para resolução da gestação, geralmente por indução do parto ou cesariana, é a conduta mais segura e adequada para otimizar o resultado materno-fetal, minimizando os riscos de morbidade e mortalidade perinatal.

Perguntas Frequentes

O que significa um escore 5 no perfil biofísico fetal?

Um escore 5 no perfil biofísico fetal é considerado anormal e indica um risco aumentado de asfixia fetal e desfechos perinatais adversos, exigindo avaliação e intervenção imediatas.

Qual a importância do índice de líquido amniótico de 2,0 cm neste caso?

Um índice de líquido amniótico (ILA) de 2,0 cm indica oligodrâmnio severo, que está associado a insuficiência placentária crônica e aumenta o risco de compressão do cordão umbilical e asfixia fetal.

Por que a resolução da gestação é a conduta mais adequada neste cenário?

A resolução da gestação é a conduta mais adequada porque a combinação de hipertensão crônica, perfil biofísico fetal anormal (escore 5) e oligodrâmnio severo na 37ª semana indica um feto em risco significativo, onde a continuação da gestação traria mais riscos do que benefícios.

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