IAMSPE/HSPE - Instituto de Assistência Médica ao Servidor Público - Hospital do Servidor (SP) — Prova 2020
Para a interpretação do exame propedêutico Perfil Biofísico Fetal (PBF), deve-se considerar que
Injúria placentária + hipoxemia crônica fetal → priorização circulação órgãos nobres + ↓ perfusão renal/pulmonar → oligodrâmnio.
Em casos de injúria placentária e hipoxemia crônica, o feto redistribui o fluxo sanguíneo para preservar órgãos vitais (cérebro, coração, adrenais). Isso leva à diminuição da perfusão renal e pulmonar, resultando em menor produção de urina fetal e, consequentemente, oligodrâmnio, um achado importante no PBF.
O Perfil Biofísico Fetal (PBF) é um método de avaliação da vitalidade fetal que combina ultrassonografia e cardiotocografia. Ele avalia cinco parâmetros: movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais, tônus fetal, volume de líquido amniótico e reatividade da frequência cardíaca fetal. A interpretação correta do PBF é crucial para identificar fetos em risco de hipóxia e acidose. Em situações de injúria placentária e hipoxemia crônica, o feto desenvolve mecanismos compensatórios. Um dos mais importantes é a redistribuição do fluxo sanguíneo, priorizando órgãos nobres como cérebro, coração e adrenais, em detrimento de outros como rins e pulmões. A diminuição da perfusão renal leva à menor produção de urina fetal, que é o principal componente do líquido amniótico, resultando em oligodrâmnio. A "Teoria da Hipóxia Gradual" descreve a sequência de perda dos parâmetros biofísicos: primeiro a reatividade da frequência cardíaca, depois movimentos corporais, tônus e, por último, os movimentos respiratórios. O volume de líquido amniótico é um parâmetro crônico, refletindo a hipóxia prolongada. A placentação normal envolve baixa resistência e alto fluxo nas artérias uteroplacentárias, enquanto a insuficiência placentária cursa com alta resistência e baixo fluxo, contribuindo para a hipoxemia fetal.
O PBF avalia cinco parâmetros: movimentos respiratórios fetais, movimentos corporais, tônus fetal, volume de líquido amniótico e reatividade da frequência cardíaca fetal (cardiotocografia). Cada parâmetro recebe uma pontuação de 0 ou 2, totalizando um máximo de 10 pontos.
A hipoxemia crônica leva à redistribuição do fluxo sanguíneo fetal, priorizando órgãos nobres como o cérebro e o coração. Isso resulta em diminuição da perfusão renal, reduzindo a produção de urina fetal, que é o principal componente do líquido amniótico, causando oligodrâmnio.
Uma invasão trofoblástica adequada na placentação transforma as artérias espiraladas em vasos de baixa resistência e alto fluxo, essenciais para o suprimento fetal. Uma invasão inadequada mantém alta resistência e baixo fluxo, contribuindo para a insuficiência placentária e hipoxemia fetal.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo