SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2020
""A OBESIDADE, CONDIÇÃO CUJA PREVALÊNCIA VEM AUMENTANDO EM NÍVEIS DE EPIDEMIA NO MUNDO INTEIRO, COMPARTILHA COM OS TRANSTORNOS PSIQUIÁTRICOS DE PESADO PRECONCEITO TANTO ENTRE A POPULAÇÃO LEI QUANTO ENTRE OS PROFISSIONAIS DE SAÚDE. QUANDO SE CONSIDERA A ASSOCIAÇÃO ENTRE ESTAS PATOLOGIAS, OBSERVA-SE UMA POBREZA DE DADOS QUER EM TERMOS CARACTERIZAÇÃO DESTA ASSOCIAÇÃO QUER EM TERMOS DE TRATAMENTOS ESPECÍFICOS. NESTE ARTIGO, TÓPICOS RELATIVOS À INTERFACE ENTRE ESTES ASPECTOS E A REALIZAÇÃO DE OPERAÇÕES BARIÁTRICAS, ASSIM COMO UM BREVE RESUMO DE SUAS INDICAÇÕES SERÃO ABORDADOS, À LUZ DA LITERATURA MUNDIAL E DA EXPERIÊNCIA DOS AUTORES"" (SEGAL E FANDINO 2002). Estudo realizado com acompanhamento pós-operatório em 5 anos de pacientes submetidos à cirurgia bariátrica evidenciou que nos pacientes que voltaram a ganhar peso o abandono do estudo foi maior. Trata-se de:
Perda seletiva de seguimento = pacientes com desfechos negativos (ganho de peso) abandonam mais o estudo, enviesando os resultados.
A perda seletiva de seguimento ocorre quando os participantes que abandonam um estudo possuem características ou desfechos diferentes daqueles que permanecem, introduzindo um viés que pode distorcer os resultados e a validade interna do estudo.
A perda seletiva de seguimento é um tipo de viés de seleção que afeta a validade interna de estudos longitudinais, como os estudos de coorte e ensaios clínicos. Ela ocorre quando a taxa de abandono ou a perda de participantes durante o acompanhamento não é aleatória, mas sim relacionada a características dos indivíduos ou aos desfechos do estudo. Isso pode levar a uma amostra final que não é representativa da população original, distorcendo os resultados e as conclusões. No contexto da questão, onde pacientes que reganharam peso após cirurgia bariátrica abandonaram mais o estudo, a perda seletiva de seguimento é evidente. Se esses pacientes com desfechos menos favoráveis são excluídos, o estudo pode superestimar a eficácia da cirurgia bariátrica, pois os resultados 'ruins' são sub-representados. É crucial que pesquisadores identifiquem e tentem mitigar esse viés para garantir a credibilidade dos achados. Para minimizar o impacto da perda seletiva de seguimento, os pesquisadores devem empregar estratégias rigorosas de retenção de participantes, como comunicação regular e flexibilidade nos agendamentos. Além disso, na análise dos dados, técnicas como a análise de intenção de tratar (ITT) e métodos de imputação de dados faltantes podem ajudar a lidar com a ausência de dados, embora cada método tenha suas próprias limitações e pressupostos. A transparência sobre as perdas e suas características é fundamental na publicação de resultados.
A perda seletiva de seguimento ocorre quando os participantes que se perdem do acompanhamento (dropouts) diferem sistematicamente dos que permanecem no estudo, em relação a características importantes ou ao desfecho de interesse. Isso pode levar a uma estimativa enviesada do efeito da intervenção ou exposição.
Se, por exemplo, pacientes com resultados negativos (como o reganho de peso após cirurgia bariátrica) são mais propensos a abandonar o estudo, a amostra final pode superestimar o sucesso da intervenção, pois os 'fracassos' foram excluídos seletivamente.
Estratégias incluem manter contato frequente com os participantes, oferecer incentivos, coletar informações de contato alternativas e utilizar métodos estatísticos robustos para lidar com dados faltantes, como a análise de intenção de tratar (ITT), que tenta incluir todos os participantes inicialmente randomizados.
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