PSU-GO - Processo Seletivo Unificado de Goiás — Prova 2025
Em relação ao aleitamento materno exclusivo em RN a termo, sabe-se que:
Perda de peso até 10% nos primeiros dias de vida é fisiológica no RN a termo por perda hídrica.
O recém-nascido a termo apresenta uma perda ponderal fisiológica de 7% a 10% nos primeiros 3 a 5 dias de vida, recuperando o peso de nascimento em até duas semanas.
O aleitamento materno exclusivo é o padrão-ouro para a nutrição neonatal até os 6 meses. Compreender a fisiologia do peso neonatal é crucial para evitar intervenções desnecessárias, como a introdução de fórmulas lácteas, que podem prejudicar o estabelecimento da lactação. Além disso, o conhecimento sobre as raras contraindicações reais (como HIV e HTLV no Brasil) e as falsas contraindicações (como Hepatite B, mastite e icterícia) permite que o médico residente oriente a família com segurança, promovendo a saúde materno-infantil baseada em evidências.
A perda de peso fisiológica no recém-nascido a termo ocorre nos primeiros 3 a 5 dias de vida e é geralmente de cerca de 7%, podendo chegar a 10%. Essa perda deve-se principalmente à eliminação de mecônio, urina e perda hídrica insensível. O esperado é que o bebê recupere o peso de nascimento por volta do 10º ao 15º dia de vida. Perdas superiores a 10% exigem uma avaliação rigorosa da técnica de amamentação e do estado de hidratação da criança.
Não, a mastite não é contraindicação para a amamentação. Pelo contrário, o esvaziamento adequado da mama é parte fundamental do tratamento da mastite para evitar a progressão para abscesso. A mãe deve ser encorajada a continuar amamentando na mama afetada, iniciando a mamada pela mama sadia para facilitar o reflexo de ejeção. Se a dor for insuportável, o esvaziamento deve ser feito por ordenha manual ou mecânica.
Sim, a amamentação por mães portadoras de Hepatite B é permitida e recomendada, desde que o recém-nascido receba a profilaxia adequada ao nascimento, que inclui a primeira dose da vacina contra Hepatite B e a Imunoglobulina Humana Anti-Hepatite B (IGHAHB) nas primeiras 12 horas de vida. Não há evidências de que o aleitamento aumente o risco de transmissão vertical após essas medidas profiláticas.
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