FELUMA/FCM-MG - Fundação Educacional Lucas Machado - Ciências Médicas (MG) — Prova 2025
Uma paciente de 34 anos de idade, sem histórico de doenças crônicas, apresenta três episódios consecutivos de perda gestacional antes das 10 semanas de gestação, sem nascidos vivos.Com relação ao quadro clínico descrito acima e com base nas evidências e diretrizes atuais para a investigação e manejo da perda gestacional recorrente, assinale a alternativa CORRETA.
Perda gestacional recorrente → avaliação anatômica uterina com ultrassonografia 3D é essencial.
A perda gestacional recorrente (3 ou mais episódios antes de 10 semanas) exige investigação abrangente. A avaliação anatômica uterina, preferencialmente com ultrassonografia 3D, é um passo crucial para identificar anomalias congênitas ou adquiridas que podem ser corrigidas, aumentando as chances de sucesso gestacional.
A perda gestacional recorrente (PGR) é definida como três ou mais perdas gestacionais consecutivas antes das 20 semanas de gestação, ou duas perdas se o embrião for visualizado. Afeta cerca de 1-2% dos casais e representa um desafio diagnóstico e terapêutico significativo para ginecologistas e obstetras. A investigação é complexa e deve ser sistemática. A etiologia da PGR é multifatorial, incluindo fatores genéticos (translocações balanceadas parentais), anatômicos (malformações uterinas congênitas ou adquiridas), endócrinos (diabetes mal controlado, hipotireoidismo), trombofílicos (Síndrome Antifosfolípide, trombofilias hereditárias) e imunológicos. A avaliação anatômica uterina, preferencialmente com ultrassonografia 3D, é crucial para identificar anomalias que podem ser corrigidas cirurgicamente, como o útero septado. O manejo da PGR depende da causa identificada. Para a Síndrome Antifosfolípide, o tratamento com AAS e heparina é padrão. Para anomalias uterinas, a correção cirúrgica pode ser indicada. É importante evitar tratamentos empíricos sem evidência, como o uso rotineiro de progesterona ou gonadotrofina coriônica humana, a menos que haja uma indicação específica.
As causas incluem fatores genéticos (parentais ou embrionários), anatômicos (malformações uterinas), endócrinos (diabetes, tireoide), trombofílicos (síndrome antifosfolípide, trombofilias hereditárias) e imunológicos.
A ultrassonografia 3D é considerada a técnica de imagem mais sensível e específica para identificar anomalias uterinas congênitas (ex: útero septado, bicorno) ou adquiridas (ex: miomas, sinéquias) que são causas importantes de perda gestacional.
A pesquisa de anticorpos antifosfolípides (anticoagulante lúpico, anticardiolipina, anti-beta2-glicoproteína I) deve ser realizada em casos de perda gestacional recorrente, independentemente de outros fatores de risco, devido à sua associação significativa.
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