HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2025
Pode-se afirmar que a perda auditiva induzida pelo ruído apresenta como característica a perda do tipo:
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é sempre neurossensorial, causada por dano irreversível às células ciliadas da cóclea (orelha interna).
A exposição prolongada a ruídos intensos causa estresse oxidativo e dano metabólico às células ciliadas da cóclea, na orelha interna. Como essas células são responsáveis pela transdução do estímulo sonoro em impulso nervoso, sua lesão resulta em uma perda do tipo neurossensorial, e não condutiva.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma das doenças ocupacionais mais comuns em todo o mundo. Ela resulta da exposição contínua a níveis de pressão sonora elevados, tipicamente em ambientes de trabalho industriais, de construção civil ou mesmo em atividades de lazer. A lesão ocorre na orelha interna, a porção mais nobre e delicada do sistema auditivo. A fisiopatologia da PAIR envolve a lesão das células ciliadas, principalmente as externas, localizadas na cóclea. Essas células são mecanorreceptores que convertem a energia mecânica das ondas sonoras em sinais elétricos que são enviados ao cérebro pelo nervo auditivo. A exposição ao ruído causa dano metabólico e estrutural a essas células, levando à sua morte. Como a lesão ocorre na estrutura neural da audição, a perda é classificada como neurossensorial (ou sensório-neural). Clinicamente, a PAIR é progressiva, irreversível e geralmente bilateral e simétrica. Os trabalhadores podem se queixar de zumbido e dificuldade de compreensão da fala, especialmente em ambientes ruidosos. O diagnóstico é feito pela história ocupacional detalhada e pela audiometria tonal, que revela o padrão característico de perda em altas frequências. A prevenção é a chave do manejo, incluindo medidas de controle de ruído na fonte e o uso de protetores auriculares.
A PAIR classicamente se apresenta na audiometria como uma perda auditiva neurossensorial, bilateral e simétrica. O achado mais característico é um entalhe (pico de perda) nas frequências de 3000, 4000 ou 6000 Hz, com alguma recuperação em 8000 Hz.
O ruído excessivo provoca um aumento do metabolismo nas células ciliadas da cóclea, levando à produção excessiva de radicais livres e ao esgotamento energético. Esse estresse oxidativo causa a morte celular (apoptose) dessas células sensoriais, resultando em uma perda auditiva permanente.
Não, a PAIR é uma condição irreversível. As células ciliadas da cóclea em mamíferos não possuem capacidade de regeneração. Portanto, a prevenção, através do controle da exposição ao ruído e do uso de equipamentos de proteção individual (EPI), é a medida mais importante.
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