UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2022
Numa obra de engenharia civil com uso de marteletes pneumáticos, a avaliação ambiental demonstrou um nível equivalente de pressão sonora de 95 dB (NA). Foi considerada a jornada de 8 horas/dia e 44 horas/semana. Os trabalhadores utilizam protetores auditivos do tipo plug de inserção. Com relação à avaliação ocupacional da audição dos trabalhadores desse setor, considere as seguintes afirmativas: 1. Audiometria óssea será realizada sempre que houver alteração no exame de via aérea, podendo existir exame de limite de reconhecimento de fala (LRF), timpanometria, e sempre otoscopia prévia. 2. A via aérea deve ser avaliada nas frequências de 1.000, 2.000, 3000, 4.000 e 6.000 Hz. 3. A perda auditiva induzida por ruído é patognomônica quanto ao nexo ocupacional quando existe perda sensorioneural bilateral simétrica em uma ou mais frequências entre 3 e 8 kHz, em desenho de gota, compreservação das demais faixas. 4. A perda auditiva pelo ruído pode estar potencializada nas exposições concomitantes a vibrações de corpo inteiro e a solventes orgânicos (e também ao etilismo), gerando confusão diagnóstica mesmo em situações de ruídos abaixo do limite de tolerância. Assinale a alternativa correta.
PAIR → Audiometria óssea se alteração via aérea; potencializada por vibração, solventes e etilismo.
A avaliação ocupacional da audição é complexa e envolve a audiometria de via aérea e, se alterada, a via óssea para diferenciar perdas condutivas de sensorioneurais. Além disso, a PAIR não é causada apenas pelo ruído, mas pode ser agravada por outros fatores como exposição a vibrações e substâncias ototóxicas, o que é crucial para o diagnóstico e prevenção.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma das doenças ocupacionais mais prevalentes, afetando trabalhadores expostos a níveis elevados de ruído. O diagnóstico precoce e a implementação de medidas preventivas são cruciais para preservar a audição dos trabalhadores e evitar a progressão da doença. A avaliação ocupacional da audição é um componente essencial da saúde do trabalhador. A audiometria é o principal exame para monitorar a audição. A audiometria de via aérea avalia a capacidade auditiva geral, e se houver alteração, a audiometria de via óssea é necessária para determinar se a perda é condutiva ou sensorioneural. A otoscopia prévia é fundamental para descartar alterações no conduto auditivo ou tímpano que possam influenciar os resultados. É importante reconhecer que a PAIR não é causada exclusivamente pelo ruído. Fatores como exposição a vibrações de corpo inteiro, solventes orgânicos (que possuem potencial ototóxico) e o consumo de álcool (etilismo) podem atuar sinergicamente, potencializando o dano auditivo. Essa interação de fatores pode dificultar o estabelecimento do nexo causal e exige uma abordagem mais abrangente na prevenção e diagnóstico.
A audiometria óssea é indicada sempre que houver alteração na audiometria de via aérea. Ela é fundamental para diferenciar uma perda auditiva condutiva de uma sensorioneural, auxiliando no diagnóstico diferencial e na determinação do tipo de perda.
Na audiometria de via aérea ocupacional, as frequências de 250, 500, 1.000, 2.000, 3.000, 4.000, 6.000 e 8.000 Hz devem ser avaliadas. A afirmativa 2 da questão está incorreta ao omitir 250, 500 e 8.000 Hz.
Além do ruído, a perda auditiva pode ser potencializada por exposição concomitante a vibrações de corpo inteiro, solventes orgânicos (com efeito ototóxico) e o etilismo. Esses fatores podem agravar o dano auditivo mesmo em níveis de ruído considerados seguros.
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