UDI 24h - Hospital UDI Teresina (PI) — Prova 2021
Sobre a perda auditiva induzida pelo ruído - PAIR, é correto afirmar:
PAIR = bilateral, simétrica, neurossensorial, irreversível, progressão gradual com exposição.
A PAIR é uma condição crônica e irreversível que se desenvolve gradualmente com a exposição prolongada a níveis de ruído prejudiciais. É crucial entender suas características para o diagnóstico precoce e a implementação de medidas preventivas eficazes em ambientes ocupacionais.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma das doenças ocupacionais mais prevalentes globalmente, representando um sério problema de saúde pública e ocupacional. Caracteriza-se por uma perda auditiva neurossensorial, geralmente bilateral e simétrica, que se desenvolve gradualmente ao longo do tempo de exposição a níveis de ruído prejudiciais. A compreensão de suas características é fundamental para a prevenção e manejo. A fisiopatologia da PAIR envolve o dano irreversível às células ciliadas externas e internas da cóclea devido à sobre-estimulação acústica. O diagnóstico é feito principalmente por audiometria, que tipicamente revela um entalhe em 3, 4 ou 6 kHz. É crucial suspeitar de PAIR em trabalhadores expostos a ruído excessivo, como em indústrias, construção civil e agricultura. O tratamento da PAIR é focado na prevenção da progressão, uma vez que a perda é irreversível. Isso inclui o uso de protetores auditivos, controle de ruído no ambiente de trabalho e monitoramento audiológico regular. A reabilitação pode envolver o uso de aparelhos auditivos. É um tema recorrente em provas de residência e na prática da medicina do trabalho.
A PAIR é tipicamente bilateral e simétrica, de natureza neurossensorial, irreversível e com progressão gradual relacionada ao tempo e intensidade da exposição ao ruído.
Não, a PAIR é caracterizada por ser irreversível, pois o dano às células ciliadas da cóclea é permanente. A cessação da exposição pode estabilizar a perda, mas não reverter o dano já estabelecido.
A PAIR é especificamente neurossensorial, causada por dano coclear devido ao ruído, diferenciando-se de perdas condutivas (problemas no ouvido externo/médio) ou outras causas de perda neurossensorial.
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