UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2025
Pode-se afirmar que a perda auditiva induzida por ruído, é caracteriza por:
PAIR → pode ser agravada ou coexistir com ototoxicidade por substâncias químicas.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma condição comum, especialmente em ambientes ocupacionais. É importante reconhecer que a exposição a ruído pode interagir sinergicamente com a exposição a certas substâncias químicas ototóxicas (como solventes orgânicos, metais pesados, asfixiantes), potencializando o dano auditivo. Portanto, a PAIR pode ocorrer isoladamente ou em associação com ototoxicidade química.
A Perda Auditiva Induzida por Ruído (PAIR) é uma das doenças ocupacionais mais comuns e um problema de saúde pública significativo. Caracteriza-se por uma perda auditiva neurossensorial irreversível, resultante da exposição prolongada a níveis elevados de ruído. A compreensão de suas características e fatores agravantes é crucial para a prevenção, diagnóstico e manejo. Uma característica importante da PAIR é que ela não ocorre isoladamente. A exposição a ruído pode interagir sinergicamente com outros agentes, como certas substâncias químicas ototóxicas. Solventes orgânicos, metais pesados e alguns medicamentos são exemplos de agentes que, quando presentes no ambiente de trabalho junto com ruído, podem potencializar o dano às células ciliadas da cóclea, resultando em uma perda auditiva mais severa ou com um padrão diferente do esperado apenas pelo ruído. A PAIR tipicamente se manifesta como uma perda auditiva neurossensorial bilateral e simétrica, com um entalhe característico nas frequências de 3000 a 6000 Hz na audiometria. A progressão da perda é gradual, sendo mais acentuada nos primeiros anos de exposição e tendendo a estabilizar após um período. A prevenção é a melhor estratégia, envolvendo controle de ruído na fonte, uso de protetores auditivos e monitoramento audiométrico regular dos trabalhadores expostos. A identificação de coexposições a agentes ototóxicos químicos é fundamental para uma avaliação de risco completa e medidas preventivas eficazes.
A PAIR tipicamente apresenta um entalhe ou queda na audiometria, mais comumente nas frequências de 3000, 4000 ou 6000 Hz, com recuperação nas frequências mais altas. É uma perda neurossensorial, geralmente bilateral e simétrica, embora possa haver assimetria.
Substâncias como solventes orgânicos (tolueno, xileno, estireno), metais pesados (chumbo, mercúrio), asfixiantes (monóxido de carbono, cianeto) e alguns medicamentos (aminoglicosídeos, cisplatina) podem ser ototóxicas e potencializar o dano auditivo causado pelo ruído.
A PAIR é geralmente bilateral e simétrica, mas pode haver assimetria dependendo da fonte do ruído e da posição do indivíduo em relação a ela. Em casos de exposição unilateral ou assimétrica, a perda pode ser predominantemente unilateral ou mais acentuada em um ouvido.
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