Zika Congênita: Rastreio Auditivo em Lactentes

UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2019

Enunciado

Menina de 6 meses foi encaminhada ao serviço de otorrino- laringologia para investigação auditiva. AP: nascida de parto normal, a termo, sem intercorrências. Mãe contraiu Zika com 22 semanas de gestação. A conduta é solicitar

Alternativas

  1. A) ressonância magnética de ouvido para descartar malformação de ouvido.
  2. B) audiometria condicionada para detectar limiar auditivo.
  3. C) exame de otoemissões acústicas e PEATE (potencial auditivo evocado de tronco cerebral).
  4. D) audiometria condicionada e ressonância magnética de ouvido.

Pérola Clínica

Exposição congênita à Zika → Rastreio auditivo com Otoemissões Acústicas e PEATE, mesmo sem intercorrências.

Resumo-Chave

A infecção congênita pelo vírus Zika é um fator de risco para perda auditiva neurossensorial, mesmo em crianças sem microcefalia ou outras malformações evidentes. Portanto, a investigação auditiva com otoemissões acústicas e PEATE é essencial para o diagnóstico precoce e intervenção.

Contexto Educacional

A infecção congênita pelo vírus Zika é uma condição de saúde pública relevante, com um espectro de manifestações que incluem a microcefalia e outras malformações do sistema nervoso central. No entanto, é crucial reconhecer que a perda auditiva neurossensorial é uma sequela potencial da infecção congênita, mesmo em crianças que não apresentam microcefalia ou outras alterações neurológicas evidentes ao nascimento. A triagem auditiva neonatal é um componente essencial do acompanhamento de lactentes expostos à Zika durante a gestação. Os métodos mais eficazes para essa triagem em bebês são as Otoemissões Acústicas (EOA), que avaliam a função das células ciliadas externas da cóclea, e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), que avalia a integridade das vias auditivas até o tronco cerebral. A realização de ambos os exames é fundamental para uma avaliação completa, pois um pode complementar o outro na detecção de diferentes tipos e níveis de perda auditiva. O diagnóstico precoce da perda auditiva permite a intervenção oportuna, como o uso de aparelhos auditivos ou implantes cocleares, minimizando o impacto no desenvolvimento da linguagem e comunicação da criança.

Perguntas Frequentes

Por que a infecção congênita por Zika vírus exige investigação auditiva?

A infecção congênita por Zika vírus é um fator de risco conhecido para perda auditiva neurossensorial, que pode se manifestar mesmo na ausência de outras alterações neurológicas ou microcefalia.

Quais exames são indicados para a triagem auditiva em lactentes com exposição à Zika?

Os exames indicados são as Otoemissões Acústicas (EOA) e o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico (PEATE), que avaliam a função da cóclea e das vias auditivas do tronco cerebral, respectivamente.

A perda auditiva em casos de Zika congênita é sempre acompanhada de microcefalia?

Não, a perda auditiva pode ser a única manifestação da infecção congênita por Zika vírus, o que reforça a necessidade de triagem auditiva universal para esses lactentes.

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