HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Podemos dizer que a causa mais comum de perda auditiva adquirida em crianças é:
Causa mais comum de perda auditiva adquirida em crianças → Otite Média (especialmente serosa/com efusão).
A otite média, particularmente a otite média com efusão (serosa), é a causa mais comum de perda auditiva adquirida em crianças. A presença de líquido no ouvido médio impede a transmissão eficaz do som, resultando em hipoacusia condutiva temporária ou, se persistente, com potencial impacto no desenvolvimento da fala e linguagem.
A perda auditiva em crianças é uma condição que exige atenção precoce, pois pode ter um impacto profundo no desenvolvimento da fala, linguagem, cognição e desempenho escolar. Embora existam causas congênitas, as causas adquiridas são igualmente importantes e, entre elas, a otite média se destaca como a mais prevalente. A otite média, especialmente a otite média com efusão (OME) ou otite média serosa, é caracterizada pelo acúmulo de líquido no ouvido médio sem sinais de infecção aguda. Esse líquido impede a transmissão eficiente das ondas sonoras para a cóclea, resultando em uma perda auditiva condutiva. A fisiopatologia está frequentemente ligada à disfunção da tuba auditiva, que é mais horizontal e menos funcional em crianças. O diagnóstico da perda auditiva em crianças envolve triagem auditiva neonatal, acompanhamento do desenvolvimento da fala e, se houver suspeita, exames como audiometria, imitanciometria e potenciais evocados auditivos. O manejo da otite média com efusão pode variar desde a observação expectante até a intervenção cirúrgica com colocação de tubos de ventilação (timpanostomia), especialmente se a perda auditiva for persistente e impactar o desenvolvimento. A identificação e intervenção precoces são cruciais para minimizar as consequências a longo prazo.
A otite média, especialmente a serosa (com efusão), causa acúmulo de líquido no ouvido médio, o que impede a vibração adequada da membrana timpânica e dos ossículos, resultando em uma perda auditiva condutiva.
Sinais incluem falta de resposta a sons, atraso no desenvolvimento da fala, dificuldade em seguir instruções, necessidade de volume alto para TV/rádio e problemas de atenção na escola.
A intervenção cirúrgica (colocação de tubos de ventilação) é considerada quando a efusão é persistente (geralmente >3 meses), causa perda auditiva significativa ou impacta o desenvolvimento da fala, e falha no tratamento clínico.
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