UERN - Universidade do Estado do Rio Grande do Norte — Prova 2022
Considere as afirmações sobre a fisiopatologia do Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico:I. Uma queda do fluxo sanguíneo cerebral para zero causa morte tecidual em 4-10 minutos.II. Se o fluxo sanguíneo cerebral for restabelecido antes da morte celular o paciente pode apresentar apenas sintomas transitórios, o que é chamado AVE remitente.III. Denomina-se “penumbra isquêmica” ao tecido em volta da região central do infarto, cuja disfunção é reversível.IV. A “penumbra isquêmica” pode ser visualizada através de imagens de perfusão-difusão obtidas na ressonância magnética.Assinale a alternativa CORRETA:
AVE isquêmico: Penumbra = área reversível, detectável por perfusão-difusão na RM; morte neuronal em 4-10 min de isquemia total.
A penumbra isquêmica é a área de tecido cerebral hipoperfundido, mas ainda viável, que circunda o núcleo do infarto. É o alvo principal das terapias de reperfusão, pois sua disfunção é potencialmente reversível, e pode ser identificada por técnicas avançadas de neuroimagem.
O Acidente Vascular Encefálico (AVE) isquêmico é uma das principais causas de morbidade e mortalidade global, sendo crucial para residentes compreenderem sua fisiopatologia. A interrupção do fluxo sanguíneo cerebral leva à isquemia, com morte neuronal ocorrendo rapidamente (4-10 minutos) em áreas de isquemia completa. No entanto, nem todo o tecido cerebral afetado morre imediatamente. A "penumbra isquêmica" é uma região circundante ao núcleo do infarto, onde o fluxo sanguíneo é reduzido, mas ainda suficiente para manter a viabilidade celular, embora com disfunção. Esta área é o principal alvo das intervenções terapêuticas agudas, como a trombólise e a trombectomia mecânica, pois sua disfunção é potencialmente reversível se o fluxo for restabelecido a tempo. A identificação da penumbra é feita por neuroimagem avançada, como a ressonância magnética com sequências de difusão (DWI) e perfusão (PWI), ou tomografia de perfusão. A discrepância entre o volume do infarto (DWI) e a área de hipoperfusão (PWI) indica a presença de penumbra. O tempo é cérebro no manejo do AVE, e a compreensão desses conceitos é fundamental para otimizar a janela terapêutica e melhorar o prognóstico dos pacientes.
A penumbra isquêmica é a área de tecido cerebral hipoperfundido ao redor do núcleo do infarto, onde as células estão disfuncionais, mas ainda viáveis. É crucial porque representa o tecido que pode ser salvo com a reperfusão precoce, sendo o principal alvo das terapias agudas para o AVE.
A penumbra isquêmica é tipicamente identificada através de técnicas avançadas de neuroimagem, como a ressonância magnética com sequências de perfusão-difusão (DWI-PWI mismatch) ou tomografia computadorizada de perfusão, que permitem diferenciar o tecido infartado irreversível do tecido em risco.
O AVE isquêmico é caracterizado por sintomas neurológicos focais agudos associados a evidência de infarto agudo em imagem cerebral. O AIT, por outro lado, apresenta sintomas neurológicos focais transitórios, sem evidência de infarto agudo na imagem, indicando uma isquemia cerebral temporária.
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