UFGD/HU - Hospital Universitário de Dourados (MS) — Prova 2020
As dermatoses relacionadas à gravidez têm potencial para relevante comprometimento da qualidade de vida das pacientes acometidas. O penfigoide gestacional e a erupção polimorfa da gravidez (Pápulas Urticarianas e Placas Pruriginosas da Gravidez – PUPPG) são afecções de origem e frequência distintas, porém com parte de seus quadros clínicos sobrepostos. Assinale a alternativa que contém apenas informações corretas sobre essas patologias.
Penfigoide gestacional tem maior chance de recorrência em gestações futuras que PUPPG.
O penfigoide gestacional (anteriormente herpes gestacional) é uma doença autoimune rara com alto risco de recorrência em gestações subsequentes e pode estar associado a mola hidatiforme. A erupção polimorfa da gravidez (PUPPG) é mais comum, benigna e raramente recorre.
As dermatoses específicas da gravidez são um grupo de condições cutâneas que surgem ou se exacerbam durante a gestação, com potencial impacto significativo na qualidade de vida das pacientes. Duas das mais importantes são o penfigoide gestacional (PG) e a erupção polimorfa da gravidez (PUPPG). O PG, anteriormente conhecido como herpes gestacional, é uma doença autoimune rara, mediada por autoanticorpos contra o colágeno tipo XVII da membrana basal. A PUPPG, por outro lado, é a dermatose pruriginosa mais comum da gravidez, de etiologia desconhecida, mas não autoimune. O diagnóstico diferencial entre PG e PUPPG é crucial devido às suas implicações prognósticas e terapêuticas. O PG tipicamente se manifesta no segundo ou terceiro trimestre com lesões urticariformes pruriginosas que evoluem para bolhas tensas, frequentemente iniciando na região periumbilical e se espalhando. Pode estar associado a mola hidatiforme e coriocarcinoma, e há um risco aumentado de prematuridade e baixo peso ao nascer. A PUPPG geralmente surge no terceiro trimestre, com pápulas e placas urticariformes intensamente pruriginosas, que classicamente poupam a região periumbilical e não formam bolhas. O diagnóstico do PG é confirmado por imunofluorescência direta, que revela depósitos de C3 e IgG na zona da membrana basal. Em termos de recorrência, o penfigoide gestacional tem uma alta taxa de reaparecimento em gestações futuras, muitas vezes com início mais precoce e maior gravidade, e pode ser desencadeado por contraceptivos orais. A PUPPG, por ser uma condição benigna e autolimitada, raramente recorre em gestações subsequentes. O tratamento do PG envolve corticosteroides sistêmicos, enquanto a PUPPG é manejada com anti-histamínicos e corticosteroides tópicos, com corticosteroides sistêmicos em casos graves e refratários.
O penfigoide gestacional geralmente começa no segundo ou terceiro trimestre, com lesões urticariformes e bolhosas que tendem a poupar a face e mucosas, mas frequentemente afetam a região periumbilical. A PUPPG é mais comum no terceiro trimestre ou pós-parto, com pápulas e placas urticariformes intensamente pruriginosas, que geralmente poupam a região periumbilical e não formam bolhas.
Sim, o penfigoide gestacional é uma doença autoimune que pode ser associada a outras doenças autoimunes e, em uma pequena porcentagem dos casos, a mola hidatiforme e coriocarcinoma. Além disso, há um risco aumentado de prematuridade e baixo peso ao nascer para o feto.
Para o penfigoide gestacional, o tratamento principal são corticosteroides sistêmicos, com imunossupressores em casos refratários. Para a PUPPG, o tratamento é sintomático com anti-histamínicos orais e corticosteroides tópicos de média potência, raramente necessitando de corticosteroides sistêmicos em doses baixas.
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