UNIFESP/EPM - Universidade Federal de São Paulo - Escola Paulista de Medicina — Prova 2021
Homem,88 anos de idade, hipertenso, diabético e com quadro demencial, apresenta há 2 meses placas eritemato-edematosas e bolhas nas axilas, virilha e abdome, com piora progressiva, acompanhadas de prurido. Familiar nega troca ou introdução de novos medicamentos. As bolhas têm entre 2 e 5 cm de diâmetro, são tensas e demoram vários dias para se romper. Não apresenta lesões mucosas. Qual é o diagnóstico mais provável?
Idoso + bolhas tensas + prurido intenso + sem lesões mucosas → Penfigoide Bolhoso.
O penfigoide bolhoso é uma doença autoimune que afeta principalmente idosos, caracterizada por bolhas tensas e pruriginosas em pele eritematosa ou normal, sem acometimento mucoso na maioria dos casos. É fundamental diferenciá-lo de outras doenças bolhosas, como o pênfigo vulgar, que apresenta bolhas flácidas e lesões mucosas.
O penfigoide bolhoso é a doença bolhosa autoimune mais comum, afetando predominantemente indivíduos idosos. Caracteriza-se pela formação de autoanticorpos contra componentes da membrana basal epidérmica, resultando em bolhas subepidérmicas. A apresentação clínica típica inclui o surgimento de bolhas tensas, grandes e pruriginosas, que podem surgir em pele eritematosa ou aparentemente normal, com predileção por áreas de flexão como axilas, virilhas e abdome. O prurido é um sintoma proeminente e pode preceder o aparecimento das bolhas por semanas ou meses. O diagnóstico diferencial das doenças bolhosas é crucial na dermatologia. O pênfigo vulgar, por exemplo, difere do penfigoide bolhoso por apresentar bolhas flácidas (sinal de Nikolsky positivo) e um alto índice de acometimento mucoso, além de ser mais comum em faixas etárias mais jovens. Outras condições como o pênfigo foliáceo e a dermatite herpetiforme também devem ser consideradas, mas suas características clínicas e histopatológicas são distintas. A confirmação diagnóstica do penfigoide bolhoso é feita por biópsia da pele para histopatologia e imunofluorescência direta, que revela depósitos lineares de IgG e/ou C3 na zona da membrana basal. O tratamento geralmente envolve corticosteroides sistêmicos e imunossupressores, visando controlar a formação de bolhas e aliviar o prurido. O reconhecimento precoce e o tratamento adequado são essenciais para melhorar a qualidade de vida do paciente e prevenir complicações.
O penfigoide bolhoso manifesta-se com bolhas tensas, grandes (2-5 cm), que demoram a romper, sobre placas eritemato-edematosas ou pele normal, acompanhadas de prurido intenso. As lesões são comuns em áreas de flexão e o acometimento mucoso é raro.
A principal diferença reside na tensão das bolhas: no penfigoide bolhoso, as bolhas são tensas e subepidérmicas, enquanto no pênfigo vulgar são flácidas e intraepidérmicas. Além disso, o pênfigo vulgar frequentemente apresenta lesões mucosas, o que é incomum no penfigoide.
O penfigoide bolhoso é uma doença de idosos, com pico de incidência entre 60 e 80 anos. A idade avançada do paciente é um dado clínico importante para a suspeita diagnóstica.
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