Prova 2025
Um recém-nascido apresenta um quadro grave de holoprosencefalia alobar, caracterizado por malformação cerebral complexa, ciclopia e probóscide. O sequenciamento genético identifica uma mutação patogênica no gene SHH (Sonic Hedgehog). Ao investigar a família, observa-se que o pai da criança porta a mesma mutação, porém apresenta apenas um incisivo central superior único, sem alterações neurológicas. A avó paterna também é portadora da mutação, mas após avaliação clínica e de imagem rigorosa, não apresenta qualquer sinal fenotípico da síndrome. O fenômeno que explica a ausência de sintomas na avó e a presença de apenas um sinal clínico leve no pai, respectivamente, é:
Na genética clínica, a ausência de sintomas em um genitor não exclui o risco de recorrência para os filhos se a doença apresentar penetrância incompleta.
A holoprosencefalia é uma malformação cerebral complexa resultante da falha na divisão do prosencéfalo em dois hemisférios cerebrais. Mutações no gene SHH (Sonic Hedgehog) são causas genéticas frequentes, apresentando um padrão de herança autossômico dominante com desafios clínicos significativos devido à variabilidade fenotípica. A penetrância incompleta é observada quando portadores da mutação (como a avó no caso clínico) não apresentam qualquer sinal da doença. Já a expressividade variável é demonstrada pela diferença de gravidade entre o pai (sinal leve: incisivo único) e o filho (forma grave: alobar). Na prática clínica, isso implica que o aconselhamento genético deve ser cauteloso, pois a presença de uma mutação em um progenitor aparentemente saudável não exclui o risco de prole gravemente afetada. O rastreio por imagem e avaliação clínica detalhada de parentes de primeiro grau são passos fundamentais na investigação de famílias com malformações de linha média.
Pode ser causada por interações com outros genes (modificadores), fatores ambientais ou eventos aleatórios no desenvolvimento.
Não, pode ocorrer em doenças recessivas também, embora seja mais frequentemente discutida em contextos de dominância.
É a porcentagem de pessoas com a mutação que apresentam algum sintoma da doença.
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