Pelvimetria Interna: Avaliação do Estreito Superior e Conjugata Vera

Santa Casa de São Paulo - ISCMSP/FCMSCSP (SP) — Prova 2023

Enunciado

Tendo como referência a figura acima, que mostra a avaliação da bacia pela pelvimetria interna, assinale a alternativa que apresenta o estreito e o diâmetro da bacia que estão sendo avaliados na situação ilustrada.

Alternativas

  1. A) o estreito inferior e, de forma indireta, a conjugata diagonalis ou oblíqua.
  2. B) o estreito superior e, de forma indireta, a conjugata vera obstétrica.
  3. C) o estreito médio e, de forma direta, a conjugata vera obstétrica.
  4. D) o estreito médio e o diâmetro sacro médio do púbis.
  5. E) o estreito inferior e, de forma indireta, a conjugata vera obstétrica.

Pérola Clínica

Pelvimetria interna avalia conjugata diagonalis (direta) → estima conjugata vera obstétrica (indireta, subtraindo 1,5-2 cm).

Resumo-Chave

A pelvimetria interna é um exame fundamental na avaliação da bacia obstétrica, especialmente para estimar a conjugata vera obstétrica, que é o menor diâmetro anteroposterior do estreito superior. Esta medida é crucial para prever a progressão do parto e identificar possíveis desproporções cefalopélvicas.

Contexto Educacional

A pelvimetria interna é um componente essencial da avaliação pré-natal e intraparto, visando determinar a adequação da bacia materna para a passagem do feto. Embora a ultrassonografia tenha ganhado destaque, o exame clínico da pelve ainda fornece informações valiosas, especialmente em cenários de recursos limitados ou quando há dúvidas sobre a progressão do trabalho de parto. A compreensão dos diâmetros pélvicos é fundamental para prever o prognóstico do parto vaginal. O estreito superior da bacia é a entrada do canal de parto e é delimitado pelo promontório sacral, linha inominada e borda superior da sínfise púbica. O diâmetro mais crítico deste estreito é a conjugata vera obstétrica, que se estende do promontório sacral à face posterior da sínfise púbica. Este diâmetro não pode ser medido diretamente ao toque vaginal. No entanto, a conjugata diagonalis, que vai do promontório sacral à borda inferior da sínfise púbica, pode ser medida diretamente. A conjugata vera obstétrica é então estimada subtraindo-se 1,5 a 2 cm da conjugata diagonalis. A avaliação da bacia pela pelvimetria interna permite identificar bacias com características desfavoráveis ao parto vaginal, como a bacia platipeloide ou androide, embora a bacia ginecoide seja a mais comum e favorável. O conhecimento desses diâmetros e a capacidade de realizar a pelvimetria são cruciais para o residente, pois auxiliam na tomada de decisão sobre a via de parto e no manejo de distócias. A correta interpretação desses achados pode prevenir complicações maternas e fetais, garantindo um parto seguro.

Perguntas Frequentes

Qual a importância da conjugata vera obstétrica na pelvimetria?

A conjugata vera obstétrica é o diâmetro mais importante do estreito superior, pois representa o menor espaço pelo qual a cabeça fetal deve passar. Sua medida é crucial para avaliar a adequação da bacia para o parto vaginal.

Como a conjugata vera obstétrica é medida na pelvimetria interna?

A conjugata vera obstétrica não é medida diretamente. Ela é estimada indiretamente a partir da conjugata diagonalis, que é medida do promontório sacral à borda inferior da sínfise púbica, subtraindo-se 1,5 a 2 cm.

Quais são os principais estreitos da bacia obstétrica e seus diâmetros?

A bacia obstétrica possui três estreitos: superior, médio e inferior. O estreito superior é avaliado pela conjugata vera obstétrica e diâmetros transversos. O estreito médio pelo diâmetro interespinoso e o inferior pelo diâmetro biisquiático.

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