Pelve Androide e Distocias de Parto: Diagnóstico e Conduta

MedEvo Simulado — Prova 2026

Enunciado

Mariana, 24 anos de idade, primigesta, com idade gestacional de 39 semanas e 2 dias, é admitida em centro obstétrico em fase ativa de trabalho de parto. Ao exame de admissão, apresentava 5 cm de dilatação, colo apagado, bolsa íntegra e apresentação cefálica no plano -3 de DeLee. Após evolução espontânea, o partograma foi preenchido conforme a imagem abaixo. Analise o registro gráfico, considerando que a paciente manteve dinâmica uterina de 4 contrações de 45 segundos em 10 minutos durante todo o período de dilatação total, e assinale a alternativa que indica o tipo de pelve materna mais provavelmente associado a esse padrão de evolução.

Alternativas

  1. A) Pelve Platipeloide
  2. B) Pelve Androide
  3. C) Pelve Ginecoide
  4. D) Pelve Antropoide

Pérola Clínica

Pelve androide → ↑ risco de variedades de posição posteriores e parada de progressão no parto.

Resumo-Chave

A pelve androide, com seu formato triangular e estreito superior afunilado, dificulta a rotação interna fetal, frequentemente resultando em distocias e fórceps de rotação.

Contexto Educacional

A classificação de Caldwell-Moloy divide as pelves em quatro tipos puros: ginecoide, androide, antropoide e platipeloide. A pelve androide é clinicamente relevante por ser a que mais se associa a distocias de trajeto. No partograma, isso se traduz frequentemente em uma curva de alerta ou de parto prolongado, onde a dilatação ocorre, mas a descida (planos de DeLee) é dificultada. O reconhecimento precoce dessas variações anatômicas auxilia o obstetra na antecipação de possíveis complicações e na escolha da via de parto mais segura, evitando manobras traumáticas em bacias nitidamente desfavoráveis.

Perguntas Frequentes

Quais as características da pelve androide?

A pelve androide, também chamada de masculina, caracteriza-se por um estreito superior em formato triangular ou de coração. Possui o diâmetro transverso máximo situado muito próximo ao sacro, espinhas isquiáticas proeminentes e um ângulo subpúbico agudo (estreito). Essas características reduzem o espaço disponível para a rotação e descida do feto, tornando-a a morfologia pélvica mais desfavorável para o parto vaginal espontâneo.

Como a pelve androide afeta o mecanismo de parto?

Devido ao afunilamento da bacia e ao estreitamento do ângulo subpúbico, o feto frequentemente encontra dificuldade na rotação interna. Isso predispõe a variedades de posição transversas e posteriores persistentes (como a occípito-sacra). O trabalho de parto costuma ser prolongado, com maior incidência de parada secundária da descida e necessidade de intervenções como fórceps ou cesariana.

Qual a diferença entre pelve androide e ginecoide?

A pelve ginecoide é a mais comum no sexo feminino (cerca de 50%) e possui um estreito superior arredondado ou levemente ovalado, com diâmetros favoráveis em todos os planos. Já a androide é mais comum em homens, mas ocorre em cerca de 20% das mulheres, apresentando um formato em cunha que dificulta o encaixe e a progressão da apresentação cefálica.

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