SMS João Pessoa - Secretaria Municipal de Saúde de João Pessoa (PB) — Prova 2022
Mãe de primeiro filho comparece à consulta de egresso no quinto dia pós-parto com dificuldade na amamentação devida a feridas no mamilo. O pediatra, visando estimular o aleitamento materno exclusivo, explica que a principal causa de fissura mamária é:
Fissura mamária → principal causa é pega incorreta do bebê; corrigir técnica é essencial.
A fissura mamária é uma das principais causas de dor e desmame precoce, sendo quase sempre resultado de uma técnica de amamentação inadequada, especificamente a "pega" incorreta do bebê ao seio. A correção da pega é fundamental para a resolução da dor e para o sucesso do aleitamento materno exclusivo.
A amamentação é um processo natural e fundamental para a saúde do bebê e da mãe, mas pode ser desafiadora, especialmente nos primeiros dias pós-parto. A fissura mamária, caracterizada por lesões na pele do mamilo, é uma das queixas mais comuns e uma das principais razões para o desmame precoce. Sua ocorrência é um sinal de que há algo errado na técnica de amamentação, e não uma consequência "normal" do processo. A principal causa da fissura mamária é a técnica incorreta na "pega" do bebê ao mamar. Quando o bebê não abocanha uma porção suficiente da aréola, o mamilo fica posicionado de forma inadequada na boca, sofrendo atrito e compressão excessivos. Isso leva à irritação, dor e, eventualmente, à formação de fissuras. Outras causas menos comuns incluem infecções (como candidíase), dermatites e uso inadequado de bombas de extração. O diagnóstico precoce e a correção da pega são cruciais para aliviar a dor, promover a cicatrização e garantir a continuidade do aleitamento materno exclusivo. O manejo da fissura mamária envolve a avaliação e correção da técnica de amamentação por um profissional de saúde capacitado, como um pediatra ou consultor de lactação. Isso inclui orientar a mãe sobre a posição correta do bebê, a abertura adequada da boca e a abocanhadura da aréola. Medidas de conforto, como a aplicação de leite materno ou lanolina purificada nas fissuras, e o uso de protetores de mamilo em casos específicos, podem auxiliar na cicatrização. É essencial desmistificar a ideia de que amamentar dói, reforçando que a dor é um indicador de problema e que a amamentação deve ser um processo prazeroso e indolor.
Sinais de pega correta incluem: boca do bebê bem aberta, lábios evertidos, queixo tocando o seio, nariz livre, aréola mais visível acima da boca do que abaixo, sucção rítmica e profunda, e a mãe não sente dor.
Com uma pega incorreta, o mamilo não está posicionado profundamente na boca do bebê, mas sim na ponta da língua ou entre as gengivas, sofrendo atrito e compressão excessivos, o que leva à lesão da pele e formação de fissuras.
Outras causas incluem infecções (candidíase mamária), dermatites, uso inadequado de bombas de extração, freio lingual curto no bebê, ingurgitamento mamário severo e, raramente, condições dermatológicas específicas.
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