Amamentação: Identificando e Corrigindo a Pega Incorreta

UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2020

Enunciado

Mariana traz seu filho Juan com 21 dias de vida para consulta, pois ela está muito insegura em relação à amamentação. Juan nasceu com 3.200g, está recebendo leite materno exclusivo e hoje está pesando 3500g. Mariana refere que seu filho mama de hora em hora, mas não fica saciado. Ela relata que Juan apresentou grande dificuldade para amamentar na primeira semana de vida, o que a fez introduzir fórmula infantil. No entanto, ao ser orientada na consulta anterior, ela suspendeu a fórmula, fato do qual se arrepende, pois seu filho chora muito, tem cólicas e vomita em média 3x ao dia, na quantidade de meia colher de chá, sempre após as mamadas. Ao avaliar a pega nota-se que Juan abocanha o mamilo, percebendo-se aréola simetricamente tanto acima como abaixo dos lábios, mantém o queixo afastado da mama, emite sons tipo estalido ao sugar, as bochechas estão encovadas, os lábios estão voltados para fora e percebe-se a anteriorização da língua. Diante do exposto, a hipótese diagnóstica para Juan é:

Alternativas

  1. A) técnica da amamentação incorreta.
  2. B) intolerância a lactose.
  3. C) alergia a proteína do leite de vaca.
  4. D) anquiloglossia.

Pérola Clínica

Pega incorreta na amamentação → estalidos, bochechas encovadas, queixo afastado, anteriorização da língua.

Resumo-Chave

Os sinais descritos como abocanhar apenas o mamilo, aréola simétrica, queixo afastado da mama, estalidos, bochechas encovadas e anteriorização da língua são todos indicativos de uma pega inadequada, que pode levar à insatisfação do bebê, cólicas, vômitos e dor para a mãe.

Contexto Educacional

A amamentação é um pilar fundamental da saúde infantil, mas muitas mães e bebês enfrentam desafios, especialmente nas primeiras semanas de vida. A técnica de amamentação, particularmente a pega, é crucial para o sucesso do aleitamento materno exclusivo e para prevenir complicações tanto para a mãe quanto para o lactente. Uma pega incorreta pode ser identificada por diversos sinais clínicos, como o bebê abocanhando apenas o mamilo, a presença de estalidos durante a mamada, bochechas encovadas, queixo afastado da mama e a anteriorização da língua. Esses sinais indicam que o bebê não está conseguindo extrair o leite de forma eficaz, o que pode resultar em mamadas frequentes e insatisfatórias, choro excessivo, cólicas e regurgitações. A correção da técnica de amamentação é a primeira e mais importante intervenção nesses casos. Orientar a mãe sobre o posicionamento adequado, a abertura da boca do bebê e a abocanhada profunda da aréola pode resolver a maioria dos problemas. É essencial descartar problemas de pega antes de considerar outras hipóteses diagnósticas para os sintomas gastrointestinais do lactente.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sinais de uma pega incorreta na amamentação?

Sinais de pega incorreta incluem o bebê abocanhando apenas o mamilo, aréola simetricamente visível acima e abaixo dos lábios, queixo afastado da mama, sons de estalido ao sugar, bochechas encovadas, lábios não evertidos ou anteriorização da língua.

Quais as consequências da pega incorreta para o bebê e para a mãe?

Para o bebê, a pega incorreta pode levar a mamadas ineficazes, insatisfação, baixo ganho de peso, cólicas e vômitos. Para a mãe, pode causar dor nos mamilos, fissuras, ingurgitamento mamário e diminuição da produção de leite.

Como orientar a mãe para uma pega correta?

A mãe deve ser orientada a posicionar o bebê de forma que o corpo esteja alinhado e próximo ao seu, com a boca bem aberta e os lábios evertidos, abocanhando grande parte da aréola, com o queixo tocando a mama e sem ruídos de estalido.

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