Unimed-Rio - Cooperativa de Trabalho Médico (RJ) — Prova 2020
Paciente primípara, em alojamento conjunto, apresenta-se ansiosa porque o seu recém nato de 24h de vida parece não ficar saciado com o aleitamento materno. O parto foi normal, sem intercorrências clínicas. Nessa situação o fator que contribuí para a remoção ineficaz do leite é:
Pega inadequada → remoção ineficaz do leite e insatisfação do RN, principal causa de dificuldades na amamentação.
A pega inadequada é um dos principais fatores que levam à remoção ineficaz do leite materno, resultando em um recém-nascido insatisfeito e ansiedade materna. É crucial avaliar a técnica de amamentação para corrigir a pega e garantir a transferência efetiva do leite.
O aleitamento materno é fundamental para a saúde do recém-nascido e da mãe, mas muitas primíparas enfrentam desafios nos primeiros dias. A ansiedade materna e a percepção de insatisfação do bebê são queixas comuns que requerem atenção e intervenção precoce. A avaliação da mamada é crucial para identificar problemas e oferecer suporte adequado. A pega inadequada é a principal causa de remoção ineficaz do leite, levando a um ciclo vicioso de insatisfação do bebê, dor materna e, eventualmente, desmame precoce. A fisiopatologia envolve a estimulação insuficiente dos ductos lactíferos e a não ejeção adequada do leite, mesmo com produção suficiente. O diagnóstico é clínico, observando-se a técnica de amamentação. A conduta mais recomendada é a correção da pega e do posicionamento do bebê, com orientação e apoio contínuos. Intervenções simples podem resolver a maioria dos problemas, garantindo a transferência efetiva do leite e o sucesso do aleitamento materno, prevenindo complicações como ingurgitamento e mastite.
Sinais incluem dor materna, mamilos rachados, ruídos de estalo durante a mamada, bochechas encovadas do bebê, e o bebê não parece satisfeito após mamar, além de ganho de peso insuficiente.
É fundamental posicionar o bebê corretamente, com a boca bem aberta abocanhando a maior parte da aréola, não apenas o mamilo. O queixo do bebê deve tocar a mama e o lábio inferior estar evertido.
Para a mãe, pode levar a ingurgitamento mamário, mastite e dor. Para o bebê, resulta em fome, desidratação, icterícia prolongada e baixo ganho de peso, comprometendo o sucesso do aleitamento.
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