UFMT Revalida - Universidade Federal de Mato Grosso — Prova 2023
M.J.A., 24 anos, primigesta, caixa de supermercado, fez seu pré-natal na UESF e foi encaminhada para a maternidade que atende essa região de saúde. Ela deu à luz via vaginal a um RN a termo, AIG, sexo feminino, peso: 3kg, Comprimento: 48cm, PC: 34cm e Apgar de 9 e 10. Após os cuidados à RN, foi colocada em contato pele a pele com a mãe por 1 hora, quando sugou o seio materno. Ambas foram encaminhadas para o alojamento conjunto. No dia seguinte, a mãe estava com dificuldade de amamentação, ingurgitamento mamário, os mamilos estavam muito doloridos e machucados com fissuras. Qual a principal causa da dor e da lesão mamilar?
Dor e fissuras mamilares na amamentação → principal causa é posicionamento e pega inadequados.
A dor e as fissuras mamilares são queixas comuns no início da amamentação, sendo a principal causa o posicionamento incorreto do bebê e a pega inadequada no seio. Corrigir esses fatores é essencial para aliviar a dor e prevenir complicações.
A amamentação é um processo natural, mas que pode apresentar desafios, especialmente para primigestas. A dor e as fissuras mamilares são queixas muito comuns nas primeiras semanas pós-parto e são a principal causa de desmame precoce. É fundamental que os profissionais de saúde estejam aptos a identificar a causa e oferecer o suporte adequado. A principal causa de dor e lesão mamilar é o posicionamento incorreto do bebê e a pega inadequada no seio. Quando o bebê não abocanha uma porção suficiente da aréola, ele suga apenas o mamilo, causando atrito e trauma. Isso leva a fissuras, dor intensa e, consequentemente, dificuldade na amamentação, ingurgitamento mamário e, por vezes, mastite. O manejo consiste em avaliar e corrigir o posicionamento e a pega. O bebê deve estar com o corpo alinhado, barriga com barriga com a mãe, e a boca bem aberta para abocanhar a maior parte da aréola possível. A mãe deve ser orientada sobre as diferentes posições e como identificar uma pega eficaz. O tratamento das fissuras envolve a correção da pega, uso de compressas mornas ou frias, e em alguns casos, pomadas específicas. A intervenção precoce e o suporte contínuo são essenciais para o sucesso da amamentação.
Sinais de pega adequada incluem: boca do bebê bem aberta, lábios evertidos, queixo tocando o seio, aréola mais visível acima da boca do bebê, sucções lentas e profundas com pausas, e ausência de dor para a mãe após os primeiros segundos.
O posicionamento inadequado impede que o bebê abocanhe uma porção suficiente da aréola, resultando em uma pega superficial. Isso causa trauma no mamilo, dor para a mãe, fissuras, e impede a remoção eficaz do leite, podendo levar a ingurgitamento e baixa produção.
Fissuras mamilares não tratadas podem levar a dor intensa, desmame precoce, mastite (infecção da mama), abcessos mamários e dificuldade na ejeção do leite. A correção da pega e o manejo da dor são cruciais para a continuidade da amamentação.
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