CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2023
Em uma consulta de ambulatório, ao receber mãe, avó e LILS, de 1 semana de vida. Você é questionado pela avó, que seu neto, nasceu a termo com 3.400 kg e elas observaram perda de peso do bebê nos últimos dias. Na triagem, o peso do bebê hoje é de 3.000kg. Na anamnese, mãe relata aleitamento materno exclusivo e a avó sugere, a necessidade de complemento (mamadeira), já que seu neto perdeu peso e na sua família as mães não têm leite. Na oportunidade ao observar a mamada, você detectou que o seio da lactante apresenta fissuras, o que seria evitado se a pega estivesse adequada. O que é necessário para uma boa pega:I. Mais aréola visível, acima da boca do bebê.II. Boca bem aberta.III. Bochechas do bebê, encovadas a cada sucção.IV. Ruídos da língua.V. Lábio inferior virado para fora.VI. Queixo tocando a mama.Assinale a alternativa CORRETA.
Pega correta na amamentação = boca bem aberta, lábio inferior evertido, queixo na mama, mais aréola visível acima.
A pega correta é fundamental para o sucesso do aleitamento materno, prevenindo fissuras mamilares e garantindo a transferência eficaz do leite, o que evita a perda excessiva de peso no recém-nascido. Sinais de pega inadequada incluem bochechas encovadas e ruídos de estalidos.
O aleitamento materno exclusivo é a forma ideal de alimentação para o recém-nascido até os seis meses de vida, oferecendo inúmeros benefícios para a saúde da criança e da mãe. A perda de peso fisiológica nos primeiros dias de vida é esperada, geralmente até 7-10% do peso de nascimento, mas uma perda maior ou persistente pode indicar dificuldades na amamentação e necessita de avaliação cuidadosa. A orientação sobre a pega correta é um pilar fundamental no manejo do aleitamento materno, sendo crucial para a prática clínica e para questões de residência médica. A fisiopatologia das dificuldades na amamentação, como as fissuras mamilares, frequentemente está ligada a uma pega inadequada, que impede a estimulação eficaz da mama e a transferência de leite. Os sinais de uma boa pega incluem a boca do bebê bem aberta, lábios evertidos (especialmente o inferior), queixo tocando a mama, e a maior parte da aréola abocanhada, com mais aréola visível acima da boca do bebê. A ausência de ruídos de estalido e bochechas arredondadas durante a sucção também são indicadores importantes. O tratamento e manejo das dificuldades na amamentação envolvem a correção da pega, o suporte emocional à mãe e, em casos específicos, a avaliação da necessidade de complementação, sempre priorizando a manutenção do aleitamento materno. A identificação precoce de problemas e a intervenção adequada são essenciais para o prognóstico favorável do aleitamento e para a saúde do binômio mãe-bebê, sendo um tema recorrente em provas de residência.
Os principais sinais de uma pega correta incluem a boca do bebê bem aberta (boca de peixe), lábio inferior evertido, queixo tocando a mama, e mais aréola visível acima da boca do bebê do que abaixo. As bochechas devem estar arredondadas e não encovadas.
A pega correta é crucial para garantir a transferência eficaz do leite, promovendo o ganho de peso adequado do bebê e prevenindo a perda excessiva. Para a mãe, evita dores, fissuras mamilares e ingurgitamento, contribuindo para a manutenção do aleitamento materno exclusivo.
A perda de peso é fisiológica nos primeiros dias, mas se for superior a 7-10% do peso de nascimento ou persistir após 10-14 dias, é preocupante. Deve-se investigar a frequência e duração das mamadas, a pega, a produção de leite materno e a presença de outras condições clínicas no bebê.
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