UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2025
Sobre a Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo em Pediatria, ou Pediatric Acute Respiratory Distress Syndrome (PARDS), atribua V (verdadeiro) ou F (falso) às afirmativas a seguir.( ) O índice de oxigenação (FiO2× Pressão Média de Vias Aéreas (PMVA) × 100/PaO2) deve ser a métrica primária de gravidade da doença pulmonar para definir PARDS para todos os pacientes tratados com ventilação mecânica invasiva.( ) A relação SatO2/FiO2 pode ser usada quando a relação PaO2/FiO2 não estiver disponível para diagnosticar PARDS em pacientes recebendo ventilação não invasiva (CPAP ou BiPAP) com CPAP mínimo de 5 cm H2O.( ) Os pacientes com doença pulmonar crônica preexistente que são tratados com oxigênio suplementar, ventilação não invasiva ou ventilação invasiva via traqueostomia não devem ser considerados como PARDS, mesmo que apresentem alterações agudas que atendam aos critérios.( ) Crianças com doença doenças cardíacas congênitas cianóticas não podem ser consideradas como PARDS, mesmo que cumpram os critérios padrão (início agudo, evento clínico conhecido e imagens de tórax que demonstrem doença parenquimatosa pulmonar) e deterioração aguda na oxigenação.( ) A ventilação oscilatória de alta frequência (VAFO) deve ser considerada como um modo ventilatório alternativo em insuficiência respiratória com hipóxia em pacientes nos quais as pressões de platô nas vias aéreas excedem 28 cm H2O na ausência de evidência clínica de redução da complacência da parede torácica.Assinale a alternativa que contém, de cima para baixo, a sequência correta.
PARDS: IO é métrica primária em VM invasiva; SatO2/FiO2 substitui PaO2/FiO2 em VNI.
Os critérios para PARDS são adaptados da SDRA do adulto, mas com particularidades pediátricas. O índice de oxigenação (IO) é crucial para gravidade em ventilação invasiva, e a relação SatO2/FiO2 é uma alternativa prática para ventilação não invasiva quando a PaO2 não está disponível.
A Síndrome do Desconforto Respiratório Agudo Pediátrico (PARDS) é uma forma grave de insuficiência respiratória aguda em crianças, caracterizada por hipoxemia e infiltrados pulmonares bilaterais. Os critérios diagnósticos para PARDS foram adaptados dos critérios de Berlim para SDRA em adultos, com modificações para a população pediátrica, incluindo o uso de métricas de oxigenação ajustadas para a idade e o tipo de suporte ventilatório. Para pacientes em ventilação mecânica invasiva, o índice de oxigenação (IO) é a métrica primária para definir a gravidade da doença pulmonar. Em situações onde a gasometria arterial não é prontamente disponível, a relação SatO2/FiO2 pode ser utilizada como um substituto para a relação PaO2/FiO2, especialmente em pacientes recebendo ventilação não invasiva (CPAP ou BiPAP com CPAP mínimo de 5 cm H2O). É crucial reconhecer que pacientes com doença pulmonar crônica preexistente ou cardiopatias congênitas cianóticas podem, sim, desenvolver PARDS se apresentarem um evento agudo que preencha os critérios. O manejo da PARDS é complexo e envolve otimização da ventilação mecânica, estratégias protetoras pulmonares e tratamento da causa subjacente. A ventilação oscilatória de alta frequência (VAFO) é uma modalidade ventilatória avançada que pode ser considerada em casos de hipoxemia refratária, mas não é uma indicação primária apenas por pressões de platô elevadas sem outras evidências. O reconhecimento precoce e a aplicação correta dos critérios diagnósticos e estratégias ventilatórias são fundamentais para melhorar os desfechos em crianças com PARDS.
O índice de oxigenação (IO) é a métrica primária de gravidade para PARDS em pacientes sob ventilação mecânica invasiva, ajudando a classificar a síndrome em leve, moderada ou grave com base em seu valor.
A relação SatO2/FiO2 é uma alternativa válida à PaO2/FiO2 para o diagnóstico de PARDS em pacientes recebendo ventilação não invasiva (CPAP ou BiPAP com CPAP mínimo de 5 cm H2O), quando a gasometria arterial não está disponível.
Sim, pacientes com doença pulmonar crônica preexistente ou cardiopatias congênitas cianóticas podem desenvolver PARDS se apresentarem um novo insulto agudo e preencherem os demais critérios diagnósticos, embora a avaliação deva ser cuidadosa.
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