UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2025
Sobre o pectus excavatum e carinatum, assinale a alternativa correta:
Pectus excavatum (Nuss) e Carinatum (Abramson) possuem opções de tratamento conservador (vácuo/órtese).
Tanto o Pectus Excavatum quanto o Carinatum podem ser tratados sem cirurgia em casos selecionados (Vacuum Bell e órteses compressivas, respectivamente).
As deformidades do pectus resultam do crescimento excessivo das cartilagens costais. O Pectus Excavatum pode causar repercussões hemodinâmicas (compressão do ventrículo direito) ou respiratórias em casos graves, enquanto o Pectus Carinatum tem impacto predominantemente estético e psicossocial. A indicação terapêutica depende da gravidade (Índice de Haller), da flexibilidade do tórax e da idade do paciente. O tratamento conservador tem altas taxas de sucesso se iniciado antes da completa ossificação da parede torácica. Quando a cirurgia é necessária, as técnicas minimamente invasivas substituíram a conduta de Ravitch (ressecção de cartilagens) na maioria dos centros especializados.
Para o Pectus Excavatum, utiliza-se o 'Vacuum Bell', um dispositivo de sucção que eleva o esterno. Para o Pectus Carinatum, o tratamento de escolha em adolescentes com tórax flexível é a órtese de compressão dinâmica (bracing), que remodela a cartilagem ao longo de meses.
A técnica de Nuss é minimamente invasiva para Pectus Excavatum, inserindo uma barra metálica retroesternal para 'empurrar' o esterno para fora. A técnica de Abramson é o análogo para Pectus Carinatum, onde a barra é colocada pré-esternal (subcutânea) para 'empurrar' o esterno para dentro.
O Pectus Excavatum (tórax em funil) é a deformidade congênita mais comum da parede torácica, ocorrendo em cerca de 1 a cada 300-400 nascimentos, com predominância no sexo masculino (3:1).
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