UEPA - Universidade do Estado do Pará - Belém — Prova 2025
O Pectus Excavatum é uma deformidade congênita da parede torácica caracterizada pelo afundamento do esterno. O índice de Haller, calculado pela relação entre o diâmetro transversal do tórax e a distância entre o esterno e a coluna vertebral, é utilizado para avaliar a gravidade da deformidade. A alternativa abaixo que indica a necessidade de correção cirúrgica, considerando o índice de Haller é:
Índice de Haller > 3,25 + Sintomas (dispneia/dor) ou compressão cardíaca = Indicação Cirúrgica.
O Índice de Haller avalia a gravidade do Pectus Excavatum. Valores acima de 3,25 são considerados graves e indicam necessidade de correção cirúrgica, especialmente se houver repercussão clínica ou funcional.
O Pectus Excavatum, ou 'tórax em funil', é a deformidade congênita mais comum da parede torácica. Embora muitos casos sejam predominantemente estéticos, deformidades graves podem causar compressão do ventrículo direito e limitação da expansão pulmonar, resultando em intolerância ao exercício e dor torácica. A avaliação objetiva pelo Índice de Haller é o padrão-ouro para quantificar a gravidade. O tratamento cirúrgico visa não apenas a melhora estética e da autoestima, mas principalmente a descompressão das estruturas intratorácicas. O caso clínico B apresenta um índice de 3,5 (acima do corte de 3,25) associado a sintomas claros (dor e dispneia), preenchendo os critérios clássicos para intervenção.
O Índice de Haller é obtido através de exames de imagem (Tomografia Computadorizada ou Ressonância Magnética de tórax). Ele é a razão entre o diâmetro transversal máximo do tórax e a menor distância anteroposterior (entre a face posterior do esterno e a face anterior da coluna vertebral). Um tórax normal possui um índice de aproximadamente 2,5. Valores superiores a 3,25 indicam deformidade grave.
As indicações cirúrgicas incluem: 1) Índice de Haller > 3,25; 2) Evidência de compressão cardíaca ou deslocamento do coração no exame de imagem; 3) Provas de função pulmonar mostrando doença restritiva; 4) Prolapso de válvula mitral ou arritmias relacionadas à deformidade; 5) Progressão da deformidade com sintomas físicos (dor, dispneia aos esforços); e 6) Impacto psicossocial significativo.
As duas principais técnicas são a de Ravitch e a de Nuss. A técnica de Ravitch é um procedimento 'aberto' que envolve a ressecção de cartilagens costais anormais e osteotomia esternal. A técnica de Nuss é minimamente invasiva, utilizando uma barra metálica retroesternal moldada para empurrar o esterno para frente. A escolha depende da idade do paciente, do tipo de deformidade (simétrica ou assimétrica) e da experiência do cirurgião.
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