FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
A deformidade mais comum da parede torácica é:
Pectus excavatum = deformidade mais comum da parede torácica, com depressão do esterno.
O Pectus excavatum, ou 'peito escavado', é a deformidade congênita mais prevalente da parede torácica, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. Embora geralmente benigno, pode causar preocupações estéticas, psicológicas e, em casos graves, sintomas cardiorrespiratórios.
As deformidades da parede torácica são anomalias congênitas ou adquiridas que afetam a estrutura óssea e cartilaginosa do tórax, podendo ter implicações estéticas, psicológicas e, em alguns casos, funcionais. O Pectus excavatum, ou 'peito de sapateiro', é a mais comum dessas deformidades, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. Sua prevalência é de aproximadamente 1 em 300 a 400 nascidos vivos, sendo mais comum em meninos. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar casos leves de casos que requerem intervenção, bem como no impacto psicossocial significativo que pode causar nos pacientes. A fisiopatologia do Pectus excavatum ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva um crescimento excessivo das cartilagens costais, empurrando o esterno para dentro. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a avaliação da gravidade e do impacto funcional é feita com exames complementares. A tomografia computadorizada de tórax é essencial para medir o Índice de Haller, que quantifica a depressão esternal. Testes de função pulmonar e ecocardiograma podem ser realizados para descartar comprometimento cardiorrespiratório, embora a maioria dos pacientes seja assintomática do ponto de vista funcional. O tratamento do Pectus excavatum é individualizado. Para casos leves e assintomáticos, a observação pode ser suficiente. Em casos moderados a graves, ou quando há impacto psicológico significativo, a correção cirúrgica é considerada. As duas técnicas principais são a cirurgia de Nuss, que é minimamente invasiva e envolve a colocação de uma barra metálica para remodelar o tórax, e a cirurgia de Ravitch, uma abordagem aberta que remove as cartilagens anormais e reposiciona o esterno. A escolha da técnica depende da idade do paciente, da gravidade da deformidade e da experiência do cirurgião. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente excelente, com melhora estética e, quando presente, funcional.
Os principais sintomas do Pectus excavatum são estéticos e psicológicos. Em casos mais graves, pode haver compressão cardíaca ou pulmonar, levando a dispneia, dor torácica, fadiga, intolerância a exercícios e palpitações, embora isso seja menos comum.
O diagnóstico é clínico, por inspeção e palpação. A avaliação da gravidade inclui tomografia computadorizada de tórax para calcular o Índice de Haller (relação entre o diâmetro transverso e o diâmetro anteroposterior no ponto de maior depressão), além de testes de função pulmonar e ecocardiograma para avaliar o impacto cardiorrespiratório.
As opções de tratamento variam de observação para casos leves a cirurgia para casos moderados a graves. As técnicas cirúrgicas mais comuns são a técnica de Nuss (minimamente invasiva, com barra intratorácica) e a técnica de Ravitch (aberta, com ressecção de cartilagens e osteotomia esternal).
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