Pectus Excavatum: A Deformidade Torácica Mais Comum

FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020

Enunciado

A deformidade mais comum da parede torácica é:

Alternativas

  1. A) Pectus Carinatum
  2. B) Pecuts Excavatum
  3. C) síndrome de Poland
  4. D) síndrome de Dunbar

Pérola Clínica

Pectus excavatum = deformidade mais comum da parede torácica, com depressão do esterno.

Resumo-Chave

O Pectus excavatum, ou 'peito escavado', é a deformidade congênita mais prevalente da parede torácica, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. Embora geralmente benigno, pode causar preocupações estéticas, psicológicas e, em casos graves, sintomas cardiorrespiratórios.

Contexto Educacional

As deformidades da parede torácica são anomalias congênitas ou adquiridas que afetam a estrutura óssea e cartilaginosa do tórax, podendo ter implicações estéticas, psicológicas e, em alguns casos, funcionais. O Pectus excavatum, ou 'peito de sapateiro', é a mais comum dessas deformidades, caracterizada por uma depressão do esterno e das cartilagens costais. Sua prevalência é de aproximadamente 1 em 300 a 400 nascidos vivos, sendo mais comum em meninos. A importância clínica reside na necessidade de diferenciar casos leves de casos que requerem intervenção, bem como no impacto psicossocial significativo que pode causar nos pacientes. A fisiopatologia do Pectus excavatum ainda não é completamente compreendida, mas acredita-se que envolva um crescimento excessivo das cartilagens costais, empurrando o esterno para dentro. O diagnóstico é primariamente clínico, mas a avaliação da gravidade e do impacto funcional é feita com exames complementares. A tomografia computadorizada de tórax é essencial para medir o Índice de Haller, que quantifica a depressão esternal. Testes de função pulmonar e ecocardiograma podem ser realizados para descartar comprometimento cardiorrespiratório, embora a maioria dos pacientes seja assintomática do ponto de vista funcional. O tratamento do Pectus excavatum é individualizado. Para casos leves e assintomáticos, a observação pode ser suficiente. Em casos moderados a graves, ou quando há impacto psicológico significativo, a correção cirúrgica é considerada. As duas técnicas principais são a cirurgia de Nuss, que é minimamente invasiva e envolve a colocação de uma barra metálica para remodelar o tórax, e a cirurgia de Ravitch, uma abordagem aberta que remove as cartilagens anormais e reposiciona o esterno. A escolha da técnica depende da idade do paciente, da gravidade da deformidade e da experiência do cirurgião. O prognóstico pós-cirúrgico é geralmente excelente, com melhora estética e, quando presente, funcional.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais sintomas associados ao Pectus excavatum?

Os principais sintomas do Pectus excavatum são estéticos e psicológicos. Em casos mais graves, pode haver compressão cardíaca ou pulmonar, levando a dispneia, dor torácica, fadiga, intolerância a exercícios e palpitações, embora isso seja menos comum.

Como o Pectus excavatum é diagnosticado e avaliado?

O diagnóstico é clínico, por inspeção e palpação. A avaliação da gravidade inclui tomografia computadorizada de tórax para calcular o Índice de Haller (relação entre o diâmetro transverso e o diâmetro anteroposterior no ponto de maior depressão), além de testes de função pulmonar e ecocardiograma para avaliar o impacto cardiorrespiratório.

Quais são as opções de tratamento para o Pectus excavatum?

As opções de tratamento variam de observação para casos leves a cirurgia para casos moderados a graves. As técnicas cirúrgicas mais comuns são a técnica de Nuss (minimamente invasiva, com barra intratorácica) e a técnica de Ravitch (aberta, com ressecção de cartilagens e osteotomia esternal).

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo