RCP em Decúbito Prono: Desfibrilação e Manejo na PCR

UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2022

Enunciado

O médico é chamado para atender um paciente em parada cardiorrespiratória com diagnóstico de Covid-19 em intubação orotraqueal, ventilação mecânica e decúbito prono.Com base nesse caso e segundo as recomendações atuais da Sociedade Brasileira de Cardiologia, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) A análise da qualidade das compressões fica prejudicada, não sendo possível avaliar dados como o dióxido de carbono expirado, por exemplo.
  2. B) As massagens cardíacas realizadas em decúbito prono mostraram-se inefetivas, e seu uso foi desencorajado ao longo da pandemia, em qualquer cenário.
  3. C) Caso o paciente já esteja sob intubação orotraqueal e ventilação mecânica, recomenda-se iniciar as manobras de RCP após o retorno à posição supina.
  4. D) Caso não existam pás adesivas, a desfibrilação deve ser tentada, colocando-se a pá esternal na região dorsal e a pá apical na lateral do paciente.
  5. E) Após a publicação da normatização pela sociedade brasileira, não houve mudança significava no algoritmo de parada cardíaca, desde que todos estejam paramentados de forma adequada.

Pérola Clínica

PCR em prono: compressões eficazes, desfibrilação com pás em dorso/lateral.

Resumo-Chave

Em pacientes em decúbito prono, a RCP é possível e eficaz, e a desfibrilação pode ser realizada com as pás posicionadas no dorso (esternal) e na lateral do tórax (apical), garantindo a passagem da corrente elétrica pelo coração. A prioridade é a segurança da equipe e a manutenção da via aérea.

Contexto Educacional

O manejo da parada cardiorrespiratória (PCR) em pacientes com COVID-19, especialmente aqueles em decúbito prono para ventilação, apresenta desafios únicos e requer adaptações das diretrizes padrão de Reanimação Cardiopulmonar (RCP). As sociedades de cardiologia, como a Sociedade Brasileira de Cardiologia, emitiram recomendações específicas para garantir a segurança da equipe de saúde e a eficácia das manobras. A realização de compressões torácicas em decúbito prono é factível e demonstrou ser eficaz, embora possa exigir um ajuste na técnica e no posicionamento do reanimador. A desfibrilação, um componente crítico no tratamento de ritmos chocáveis, também é possível. Em vez de virar o paciente para a posição supina, o que consome tempo e aumenta o risco de contaminação, as pás podem ser posicionadas de forma adaptada: uma na região dorsal (equivalente à posição esternal anterior) e outra na lateral do tórax (equivalente à posição apical). Para residentes, é vital estar ciente dessas adaptações. A prioridade é sempre a segurança da equipe, com uso adequado de EPI, e a manutenção da via aérea já estabelecida, se o paciente estiver intubado. O conhecimento dessas diretrizes permite uma resposta rápida e eficaz em situações de PCR complexas, otimizando as chances de sobrevida do paciente e protegendo os profissionais.

Perguntas Frequentes

É possível realizar compressões torácicas eficazes em pacientes em decúbito prono?

Sim, estudos e diretrizes atuais indicam que as compressões torácicas em decúbito prono podem ser tão eficazes quanto em supino, especialmente quando realizadas com técnica adequada e posicionamento correto das mãos.

Como realizar a desfibrilação em um paciente em decúbito prono?

A desfibrilação em decúbito prono pode ser realizada posicionando uma pá na região dorsal (equivalente à posição esternal) e a outra pá na lateral do tórax (equivalente à posição apical), garantindo que o coração esteja no caminho da corrente elétrica.

Quais as principais considerações de segurança para a equipe durante a RCP em pacientes com COVID-19?

As principais considerações incluem o uso completo de EPI (máscara N95/PFF2, óculos, avental, luvas), minimização de procedimentos geradores de aerossóis e a manutenção da via aérea já estabelecida, se possível, para reduzir o risco de contaminação da equipe.

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