Santa Casa de Campo Grande (MS) — Prova 2025
Qual o marcador laboratorial mais útil na avaliação e gravidade da inflamação em suspeita de apendicite complicada em pediatria?
Apendicite pediátrica: PCR é o marcador mais útil para avaliar inflamação e gravidade.
A Proteína C Reativa (PCR) é um reagente de fase aguda que reflete a intensidade da resposta inflamatória. Em casos de apendicite complicada em crianças, níveis elevados de PCR correlacionam-se melhor com a gravidade da inflamação e o risco de perfuração do que a contagem de leucócitos isolada.
A apendicite aguda é a causa mais comum de dor abdominal cirúrgica em crianças, com uma incidência que varia e picos em adolescentes. O diagnóstico precoce é fundamental para prevenir complicações graves como a perfuração e peritonite, que aumentam significativamente a morbidade e mortalidade. A apresentação clínica pode ser atípica em lactentes e crianças pequenas, tornando o diagnóstico um desafio. A fisiopatologia envolve a obstrução do lúmen apendicular, levando a inflamação, isquemia e, eventualmente, necrose e perfuração. Marcadores inflamatórios são úteis como adjuvantes ao exame clínico e de imagem. A Proteína C Reativa (PCR) é um reagente de fase aguda que se eleva rapidamente em resposta à inflamação e infecção. Em casos de apendicite pediátrica, a PCR tem demonstrado ser um indicador mais robusto da gravidade da inflamação e do risco de perfuração do que a contagem de leucócitos isolada, que pode ser menos específica. O tratamento da apendicite aguda é cirúrgico, geralmente por apendicectomia laparoscópica. A avaliação da gravidade da inflamação por meio de marcadores como a PCR auxilia na estratificação de risco e na decisão terapêutica, especialmente em casos de apendicite complicada. Níveis elevados de PCR podem indicar a necessidade de uma abordagem mais agressiva e monitoramento intensivo, impactando o prognóstico e a recuperação pós-operatória.
Os sinais incluem dor abdominal periumbilical que migra para fossa ilíaca direita, náuseas, vômitos, febre baixa e anorexia. A dor pode ser atípica em crianças pequenas.
A PCR reflete a intensidade da resposta inflamatória de forma mais precisa e rápida que a leucocitose, que pode ser inespecífica ou estar ausente em fases iniciais ou em imunocomprometidos. Níveis elevados de PCR correlacionam-se melhor com a perfuração.
As complicações incluem perfuração apendicular, peritonite, formação de abscesso, sepse e, em casos graves, óbito. O diagnóstico precoce é crucial para evitar essas complicações.
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