UNAERP - Universidade de Ribeirão Preto (SP) — Prova 2025
A abordagem da infecção pelo HIV, desde o seu surgimento em 1978 até hoje, tem sofrido modificações constantes com base em revisões amplas, resultando em orientações de prevenção, quanto à forma de transmissão, à terapêutica pré e pós exposição, o diagnóstico e tratamento precoce. No decorrer destes 46 anos, acumulamos mais conhecimento quanto à fisiopatogenia, à evolução da infecção e às combinações de anti-retrovirais (TARVs). As condutas e esquemas terapêuticos são atualizados periodicamente e publicados como diretrizes a serem incorporadas pelos especialistas. Atualmente, com base no PCDT-HIV de 2023, quanto aos pacientes vivendo com HIV (PVHA) é INCORRETO afirmar que:
PCDT-HIV 2023: TARV com Dolutegravir + Lamivudina é 1ª linha, mas não para *qualquer* fase da infecção.
O PCDT-HIV 2023 estabelece esquemas preferenciais de TARV, como Dolutegravir + Lamivudina, para a maioria dos pacientes. No entanto, a indicação "para qualquer fase de evolução da infecção" é incorreta, pois existem particularidades e contraindicações que podem exigir outros esquemas ou ajustes.
A infecção pelo HIV e a Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS) representam um desafio de saúde pública global, com avanços significativos na compreensão da fisiopatogenia e no desenvolvimento de terapias. As diretrizes, como o PCDT-HIV 2023, são cruciais para orientar a prática clínica, visando a prevenção, o diagnóstico precoce e o tratamento eficaz, impactando diretamente a qualidade e expectativa de vida dos pacientes. A fisiopatogenia do HIV envolve a replicação viral e a destruição progressiva dos linfócitos T CD4+, levando à imunodeficiência. O diagnóstico precoce e a instituição da Terapia Antirretroviral (TARV) são fundamentais para controlar a replicação viral, restaurar a imunidade e prevenir doenças oportunistas. A monitorização da carga viral e da contagem de CD4 é essencial para avaliar a resposta ao tratamento e a progressão da doença. O tratamento do HIV com TARV tem transformado a infecção em uma condição crônica manejável. As combinações de antirretrovirais são constantemente atualizadas, buscando maior eficácia, segurança e adesão. O manejo de comorbidades, especialmente doenças crônicas não transmissíveis, e a atenção à saúde mental são componentes integrais do cuidado a longo prazo dos pacientes vivendo com HIV.
O PCDT-HIV 2023 reforça o conceito de Indetectável = Intransmissível (U=U), afirmando que PVHA com carga viral indetectável (<200 cópias/mL) têm risco zero de transmissão sexual.
A TARV está indicada para todos os pacientes com infecção por HIV e carga viral detectável, independentemente da contagem de CD4, visando supressão viral e melhora da qualidade de vida.
PVHA em uso de TARV estão envelhecendo com menos doenças oportunistas, mas enfrentam maior prevalência de doenças crônicas não transmissíveis, exigindo manejo multidisciplinar.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo