Asma Grave Pediátrica: Fatores de Risco para Crises Fatais

SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2018

Enunciado

Paulo, 7 anos de idade admitido na emergência com tosse e dispneia há 2 horas. Passado de crises de sibilância recorrentes desde os 5 anos, com atendimentos mensais em urgências e um internamento em UTI há 6 meses com necessidade de ventilação mecânica vem fazendo uso irregular de corticoide inalatótio nas intererises. Pai com história de asma na infância. Apresentava um regular estado geral, fala entrecortada, ansiosa, dispneica, murmúrio vesicular diminuído globalmente raros sibilos, tempo expiratório prolongado, retrações intercostais, subcostais e batimento de asa de nariz. Oximetria de pulso com SatO2 90%. Sobre a crise de asma aguda, assinale a alternativa CORRETA.

Alternativas

  1. A) A história prévia de asma grava requerendo intubação ou ventilação mecânica; 3 ou mais atendimentos em urgência ou duas ou mais internações hospitalares no último ano e o uso inadequado do corticosteroide inalatório são fatores de risco para uma crise de asma grave ou fatal.
  2. B) O corticosteroide está indicado nos pacientes que não respondem à terapêutica incial com broncodilatador na primeira hora ou naqueles com risco de uma exarcebação grave. O uso venoso oferece melhor ação e deve ser preconizado, sempre que disponível.
  3. C) Sempre que disponível, o brometo de ipratrópio deve ser associado ao beta-2 - agonista para o tratamento das crises de asma. Dentre os benefícios dessa associação, temos um menor tempo de permanência na emergência e uma redução no número de nebulizações requeridas pelo paciente.
  4. D) O sulfato de magnésio não demonstrou benefícios no tratamento de emergência da crise aguda grave de asma, devendo ser evitado pelos seus efeitos colaterais graves sobre o aparelho cardiocirculatório.
  5. E) O uso de beta-2 - agonista constitui a primeira linha de tratamento da crise de asma. Os estudos atuais não mostram diferença de ação no uso do beta-2 - agonista por via oral, por aerossol dosimetrado ou por micronebulização.

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