SURCE - Sistema Único de Residência do Ceará — Prova 2023
Paula, 33 anos, G0P0, hipertensa, com queixa de dismenorreia e fluxo menstrual volumoso com coágulos. USG transvaginal revelando útero com discreto aumento de volume, espessamento miometrial assimétrico em parede posterior com áreas de sombras acústicas e pequenas áreas anecoicas subendometriais. Considerando o principal diagnóstico, qual conduta mais indicada?
Adenomiose = dismenorreia + menorragia + útero aumentado + USG miométrio espessado → SIU levonorgestrel.
O quadro clínico de dismenorreia e menorragia em paciente com útero aumentado e achados ultrassonográficos de espessamento miometrial assimétrico e áreas anecoicas subendometriais é altamente sugestivo de adenomiose. O SIU de levonorgestrel é a primeira linha de tratamento para controle dos sintomas.
A adenomiose é uma condição ginecológica caracterizada pela presença de tecido endometrial ectópico dentro do miométrio, causando hipertrofia e hiperplasia das fibras musculares lisas circundantes. É uma causa comum de dismenorreia e menorragia, impactando significativamente a qualidade de vida das mulheres em idade reprodutiva. O diagnóstico é frequentemente suspeitado clinicamente e confirmado por exames de imagem. A fisiopatologia envolve a invasão do endométrio basal no miométrio, que responde aos estímulos hormonais cíclicos, resultando em sangramento e inflamação intramiometrial. Os achados ultrassonográficos típicos incluem útero globoso, espessamento assimétrico das paredes miometriais, áreas de heterogeneidade miometrial, cistos miometriais e estrias ecogênicas subendometriais. A ressonância magnética pode ser útil em casos duvidosos. O tratamento da adenomiose visa o alívio dos sintomas. Para mulheres que desejam preservar a fertilidade ou evitar cirurgia, o Sistema Intrauterino (SIU) de levonorgestrel é a primeira linha de tratamento, demonstrando alta eficácia na redução da dismenorreia e do sangramento. Outras opções incluem anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), contraceptivos orais combinados e, em casos refratários ou quando a fertilidade não é mais uma preocupação, a histerectomia.
Os sintomas mais comuns da adenomiose incluem dismenorreia severa (cólica menstrual intensa) e menorragia (sangramento menstrual volumoso e prolongado), muitas vezes com coágulos.
A USG transvaginal pode revelar um útero aumentado de volume, espessamento miometrial assimétrico, cistos miometriais ou áreas anecoicas subendometriais, e estrias ecogênicas subendometriais.
O SIU de levonorgestrel libera progestagênio diretamente no útero, reduzindo o crescimento endometrial e miometrial, o que leva à diminuição da dismenorreia e do fluxo menstrual, sendo altamente eficaz no controle dos sintomas.
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