UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2021
Em relação às patologias que acometem as vias biliares, podemos afirmar que:
Colecistite aguda: USG mostra espessamento parede VB e líquido pericolecístico. Cólica biliar ≠ colecistite (sem febre/leucocitose).
A ultrassonografia é o exame de imagem de primeira linha para avaliação das vias biliares e vesícula biliar, sendo fundamental para o diagnóstico de colecistite aguda ao identificar espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico, e cálculo impactado. A dilatação das vias biliares em pacientes com icterícia é um achado importante que sugere obstrução, geralmente por coledocolitíase, e direciona a investigação para colangiopancreatografia. É crucial diferenciar cólica biliar de colecistite aguda, pois a primeira não apresenta sinais inflamatórios sistêmicos.
As patologias das vias biliares representam uma parcela significativa das emergências abdominais, sendo a colelitíase e suas complicações as mais comuns. A compreensão da fisiopatologia e do diagnóstico diferencial é crucial para o manejo adequado. A colecistite aguda, por exemplo, é uma inflamação da vesícula biliar geralmente causada pela obstrução do ducto cístico por um cálculo, levando a dor intensa, febre e leucocitose. A coledocolitíase, por sua vez, envolve a presença de cálculos nos ductos biliares comuns, podendo causar icterícia, colangite e pancreatite. O diagnóstico dessas condições baseia-se na história clínica, exame físico e exames complementares. A ultrassonografia é o método de imagem de escolha inicial devido à sua acessibilidade e capacidade de identificar cálculos, espessamento da parede da vesícula, líquido pericolecístico e dilatação das vias biliares. Em casos de suspeita de coledocolitíase, a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) é um exame não invasivo de alta sensibilidade para visualizar os ductos biliares. A colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) é tanto diagnóstica quanto terapêutica, permitindo a remoção de cálculos e a obtenção de material para biópsia. O tratamento varia conforme a patologia. A cólica biliar é manejada com analgésicos, enquanto a colecistite aguda geralmente requer colecistectomia, preferencialmente laparoscópica. A coledocolitíase pode ser tratada com CPRE para remoção dos cálculos. A escolha da conduta deve sempre considerar a condição clínica do paciente e a gravidade da doença. A diferenciação entre as diversas condições biliares é fundamental para evitar atrasos no tratamento e prevenir complicações graves como sepse biliar ou pancreatite aguda.
Na colecistite aguda, a ultrassonografia tipicamente revela espessamento da parede da vesícula biliar (>3-4 mm), presença de líquido pericolecístico, cálculo biliar impactado no colo da vesícula ou ducto cístico, e o sinal de Murphy ultrassonográfico positivo.
A cólica biliar é caracterizada por dor abdominal intermitente, geralmente pós-prandial, sem sinais de inflamação sistêmica. A colecistite aguda, por outro lado, é uma inflamação da vesícula biliar que cursa com dor persistente, febre, leucocitose e sinal de Murphy positivo.
A dilatação das vias biliares, especialmente em pacientes com icterícia, é um achado de grande importância, pois sugere obstrução do fluxo biliar, comumente por coledocolitíase ou estenose. Isso indica a necessidade de investigação adicional com exames como a colangiopancreatografia por ressonância magnética (CPRM) ou colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE).
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo