SES-PE - Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco — Prova 2025
No Juramento de Hipócrates, temos a expressão “em benefício dos doentes”, atualmente temos algumas críticas ao juramento, visto que o benefício do paciente seria aferido exclusivamente pelo médico, sem consulta ao doente e sem seu consentimento. Essa falta de participação do paciente passou a ser considerada um forte sinal
Juramento de Hipócrates (benefício do doente) sem consulta = Paternalismo médico.
A crítica ao Juramento de Hipócrates, que enfatiza o 'benefício dos doentes' sem a participação do paciente, reflete a transição da medicina paternalista para uma abordagem que valoriza a autonomia do paciente e o consentimento informado, pilares da bioética moderna.
O Juramento de Hipócrates, um dos textos mais antigos e influentes da ética médica, historicamente enfatizou o princípio de agir 'em benefício dos doentes'. Embora essa intenção seja nobre, a interpretação tradicional desse juramento muitas vezes implicava que o médico era o único a determinar o que constituía o 'benefício', sem a necessidade de consultar o paciente ou obter seu consentimento. Essa abordagem é o cerne do que hoje é conhecido como paternalismo médico. O paternalismo médico, caracterizado pela tomada de decisões pelo profissional de saúde em nome do paciente, sob a premissa de que o médico sabe o que é melhor, tem sido amplamente criticado pela bioética moderna. A evolução da ética médica e dos direitos do paciente levou ao reconhecimento da autonomia do paciente como um princípio fundamental. A autonomia defende o direito do indivíduo de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, desde que seja capaz de fazê-lo e tenha recebido informações adequadas. A transição do modelo paternalista para um modelo que valoriza a autonomia do paciente e o consentimento informado é um marco na prática médica contemporânea. Residentes devem compreender que a relação médico-paciente ideal é colaborativa, onde o médico informa e aconselha, mas a decisão final, sempre que possível, pertence ao paciente, respeitando seus valores e preferências.
Paternalismo médico é a prática de um médico tomar decisões sobre o tratamento de um paciente com base no que o médico acredita ser o melhor para o paciente, sem o consentimento ou a participação ativa do paciente.
A autonomia do paciente é o direito do indivíduo de tomar decisões sobre sua própria saúde e tratamento, baseando-se em suas crenças e valores, após receber informações adequadas, o que se opõe à decisão unilateral do médico.
O consentimento informado é fundamental, pois garante que o paciente compreenda sua condição, as opções de tratamento, riscos e benefícios, e decida livremente sobre sua participação no plano terapêutico, respeitando sua autonomia.
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