Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Escolar, previamente hígido, é levado ao pronto atendimento com história de 1 semana de lesões de pele e artralgia, sem febre. O quadro iniciou com vermelhidão de face e, após 3 dias, acometeu os membros superiores e inferiores e, posteriormente, o tronco. As lesões ficam mais intensas durante exercício físico e quando expostas ao sol. Ao exame físico, está em bom estado geral, afebril, apresentando placa eritematosa em região malar bilateralmente e lesões rendilhadas em tronco e face extensoras e flexoras dos membros. Frente a essa descrição clínica, a principal hipótese diagnóstica é
Parvovirose B19: "Face esbofeteada" + rash rendilhado em tronco/membros + artralgia, piora com calor/sol.
A parvovirose B19, ou eritema infeccioso (quinta doença), é um exantema viral comum em escolares, caracterizado pelo clássico rash malar ("face esbofeteada") seguido por um rash rendilhado (lace-like) em tronco e membros, que pode piorar com calor ou exercício. Artralgia é comum, especialmente em adolescentes e adultos.
A parvovirose B19, também conhecida como eritema infeccioso ou quinta doença, é uma infecção viral comum na infância e adolescência, causada pelo Parvovírus B19. Embora geralmente benigna e autolimitada, seu reconhecimento é importante devido a potenciais complicações em grupos de risco, como gestantes e pacientes com anemia hemolítica crônica. A doença é altamente contagiosa e se manifesta clinicamente por um exantema característico. O diagnóstico da parvovirose B19 é predominantemente clínico. A apresentação clássica inclui um pródromo leve ou assintomático, seguido pelo surgimento de um eritema facial intenso e brilhante nas bochechas, que confere a aparência de "face esbofeteada". Dias depois, desenvolve-se um rash maculopapular rendilhado (lace-like) no tronco e nas superfícies extensoras dos membros, que pode ser pruriginoso e piorar com calor, exercício ou exposição solar. Artralgia e artrite são comuns, especialmente em adolescentes e adultos, podendo persistir por semanas. O tratamento é sintomático, focando no alívio da artralgia e do prurido. O prognóstico é geralmente excelente. Para residentes, é crucial saber diferenciar a parvovirose de outros exantemas virais e condições como lúpus, prestando atenção aos detalhes do rash e à ausência de febre alta. A identificação correta evita investigações desnecessárias e garante o aconselhamento adequado, especialmente em relação à transmissão e riscos para gestantes.
O rash tipicamente começa com eritema intenso e brilhante nas bochechas ("face esbofeteada"), seguido por um rash maculopapular rendilhado (lace-like) que se espalha para o tronco e extremidades, podendo ser pruriginoso.
Sim, pode causar anemia aplásica transitória em pacientes com hemoglobinopatias, hidropsia fetal em gestantes e, raramente, manifestações neurológicas ou vasculite.
A combinação de "face esbofeteada", rash rendilhado, ausência de febre alta e artralgia é bastante característica da parvovirose, diferenciando-a de sarampo, rubéola ou escarlatina, que têm padrões e sintomas distintos.
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