USP/Ribeirão Preto - Exame Revalida — Prova 2019
Parturiente, 40 semanas, primigesta, pré-natal sem intercorrências. Ao exame clínico: bom estado geral, afebril, normotensa, altura uterina 34cm, FCF 140 bpm, rítmicos, cardiotocografia categoria 1, apresenta evolução do trabalho de parto conforme demonstrado no partograma da figura:a. Qual é o diagnóstico pelo partograma? \nb. Qual é a possível causa e qual (is) deve (m) ser a (s) conduta(s)? \n
Linha de alerta cruzada → vigilância; Linha de ação cruzada → intervenção (ocitocina, amniotomia ou fórceps).
O partograma monitora a progressão da dilatação e descida. Desvios sugerem distocias funcionais ou mecânicas, exigindo correção da dinâmica ou via de parto.
O partograma é uma ferramenta gráfica vital para a segurança materno-fetal durante o trabalho de parto. Ele permite a identificação visual imediata de padrões de normalidade e o diagnóstico precoce de distocias, evitando intervenções desnecessárias ou atrasos perigosos. As distocias podem ser funcionais (problemas na contratilidade uterina), do objeto (tamanho ou posição fetal) ou do trajeto (pelve materna). O uso correto do partograma, respeitando as linhas de alerta e ação, orienta o obstetra sobre o momento ideal para realizar amniotomia, iniciar ocitocina ou decidir pela via de parto abdominal em casos de desproporção cefalopélvica.
Atualmente, seguindo recomendações da OMS e do Ministério da Saúde, define-se o início da fase ativa com 6 cm de dilatação cervical, associado a contrações efetivas e apagamento do colo.
É caracterizada quando a dilatação ocorre de forma lenta (menos de 1 cm/hora), ultrapassando a linha de alerta. Geralmente é causada por hipossistolia ou discinesia uterina, sendo a conduta inicial a amniotomia ou ocitocina.
Ocorre quando a dilatação permanece a mesma em dois exames com intervalo de 2 horas na fase ativa. Deve-se avaliar a dinâmica uterina e a proporcionalidade cefalopélvica. Se houver hipossistolia, inicia-se ocitocina; se houver DCP, indica-se cesárea.
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