UNESP/HCFMB - Hospital das Clínicas de Botucatu (SP) — Prova 2020
Parturiente de 32 anos, G3P2A0C0, está sob assistência ao trabalho de parto e com evolução apresentada no partograma a seguir. O diagnóstico identificado na evolução do trabalho de parto e a conduta são:
Partograma: Parada secundária de dilatação (≥2h sem mudança) ou descida (≥1h sem mudança) → Cesariana se falha de progressão com ocitocina.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a evolução do trabalho de parto e identificar precocemente distócias. A parada secundária da dilatação ou da descida fetal são diagnósticos importantes que, se não corrigidos com medidas como ocitocina, podem indicar a necessidade de intervenção cirúrgica, como a cesariana, para garantir a segurança materno-fetal.
O partograma é uma representação gráfica da evolução do trabalho de parto, essencial para o monitoramento e identificação precoce de distócias. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, as contrações uterinas e outros parâmetros maternos e fetais ao longo do tempo. A análise do partograma permite ao profissional de saúde avaliar se o trabalho de parto está progredindo dentro dos limites da normalidade. Distócias de trabalho de parto, como a parada secundária da dilatação e a parada secundária da descida, são condições em que a progressão do parto se estagna. A parada secundária da dilatação é definida pela ausência de mudança na dilatação cervical por pelo menos 2 horas na fase ativa, enquanto a parada secundária da descida é a ausência de mudança na posição da apresentação fetal por pelo menos 1 hora na fase ativa. Essas condições podem ser causadas por fatores como contrações inadequadas, desproporção céfalo-pélvica ou má-posição fetal. A conduta para distócias deve ser individualizada. Inicialmente, pode-se tentar a otimização das contrações com ocitocina. No entanto, se a falha de progressão persistir, especialmente em casos de parada secundária da dilatação e descida combinadas, a cesariana é frequentemente a intervenção mais segura para a mãe e o feto. O fórcipe de Kjelland é um tipo de fórcipe obstétrico utilizado para rotação e extração fetal em casos específicos de má-posição, mas não é a conduta primária para parada de dilatação ou descida sem outras indicações.
A parada secundária da dilatação é diagnosticada quando, na fase ativa do trabalho de parto, não há alteração na dilatação cervical por um período de 2 horas ou mais, apesar de contrações uterinas adequadas. É um sinal de distócia que requer avaliação e intervenção.
A conduta inicial para a parada secundária da dilatação geralmente envolve a otimização das contrações uterinas, se estas forem inadequadas, através da administração de ocitocina. Se, após um período de observação e otimização, não houver progressão, outras intervenções como a cesariana devem ser consideradas.
A cesariana é indicada em casos de distócia de trabalho de parto quando há falha de progressão, como parada secundária da dilatação ou da descida, que não responde às medidas conservadoras (ex: ocitocina), ou quando há sofrimento fetal, desproporção céfalo-pélvica ou outras complicações que impeçam o parto vaginal seguro.
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