HCB - Hospital de Amor de Barretos (antigo Hospital de Câncer) (SP) — Prova 2021
Parturiente com 6 cm de dilatação em 2 toques consecutivos, bolsa íntegra, liquido claro com grumos, dinâmica uterina de 3 contrações em 10 minutos com duração de 35 segundos cada, feto em plano -1 de De Lee. Avaliando o partograma, observa-se ter ultrapassado a linha de alerta. Nesse caso, as melhores opções de imediato são:
Partograma ultrapassando linha de alerta + bolsa íntegra + DU inadequada → Amniotomia + Ocitocina para condução.
Quando o partograma ultrapassa a linha de alerta na fase ativa do trabalho de parto, indica uma progressão inadequada. Se a bolsa está íntegra e a dinâmica uterina é insuficiente (3 contrações em 10 minutos com 35 segundos de duração), a amniotomia (rompimento artificial da bolsa) e a ocitocina (para otimizar as contrações) são as condutas iniciais para conduzir o parto.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o acompanhamento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. A linha de alerta, em particular, serve como um marco para indicar que a progressão do trabalho de parto está aquém do esperado, sinalizando a necessidade de uma avaliação mais aprofundada e, frequentemente, de intervenção. No cenário de uma parturiente com 6 cm de dilatação, bolsa íntegra e dinâmica uterina inadequada (3 contrações em 10 minutos com 35 segundos de duração), o fato de o partograma ter ultrapassado a linha de alerta sugere uma distocia de dilatação. Nesses casos, as intervenções mais eficazes para a condução do trabalho de parto são a amniotomia e a administração de ocitocina. A amniotomia (ruptura artificial das membranas) pode estimular a liberação de prostaglandinas e otimizar o encaixe fetal, enquanto a ocitocina é utilizada para corrigir a hipoatividade uterina, aumentando a frequência e intensidade das contrações. É fundamental diferenciar a condução do trabalho de parto (quando já iniciado, mas com progressão inadequada) da indução (início artificial do trabalho de parto). O misoprostol, por exemplo, é mais indicado para indução ou amadurecimento cervical, não sendo a primeira escolha para condução na fase ativa com dilatação já estabelecida. A combinação de amniotomia e ocitocina visa otimizar as forças de parto e a progressão cervical, buscando um desfecho vaginal seguro e evitando a necessidade de cesariana por falha de progressão.
O partograma ultrapassar a linha de alerta indica uma progressão lenta ou inadequada do trabalho de parto, sugerindo uma distocia e a necessidade de reavaliação e possível intervenção para otimizar o processo.
A amniotomia pode acelerar o trabalho de parto ao liberar prostaglandinas e permitir o contato direto da apresentação fetal com o colo. A ocitocina é usada para aumentar a frequência e intensidade das contrações uterinas, melhorando a dinâmica uterina insuficiente.
Benefícios incluem aceleração do trabalho de parto e avaliação do líquido amniótico. Riscos potenciais são prolapso de cordão umbilical, infecção e descolamento prematuro de placenta, embora raros quando realizada corretamente.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo