Partograma: Diagnóstico de Parada Secundária de Dilatação

Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2024

Enunciado

O partograma é um instrumento proposto pela OMS que auxilia a evolução do trabalho de parto, com dados evolutivos da apresentação fetal, altura da apresentação, dilatação do colo uterino, bef, dinâmica uterina, se a bolsa rompeu, entre outros, cuja interpretação correta se faz necessária para segurança do bibômio mãe-filho durante o trabalho de parto. Analise o partograma a seguir: De acordo com o partograma, assinale a alternativa que apresenta CORRETAMENTE o diagnóstico.

Alternativas

  1. A) Contrações ineficazes.
  2. B) Erro na construção do partograma.
  3. C) Parada secundária de dilatação.
  4. D) Fase ativa prolongada.

Pérola Clínica

Partograma: dilatação cervical estacionada na fase ativa → parada secundária de dilatação.

Resumo-Chave

A parada secundária de dilatação é diagnosticada quando, na fase ativa do trabalho de parto (geralmente a partir de 6 cm de dilatação), não há alteração na dilatação cervical por um período de 2 horas ou mais, apesar de contrações uterinas adequadas.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da evolução do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. Proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS), ele registra a dilatação cervical, descida da apresentação fetal, dinâmica uterina, batimentos cardíacos fetais, entre outros parâmetros, em função do tempo. A interpretação correta do partograma é crucial para diagnosticar distocias do trabalho de parto. A fase ativa do trabalho de parto, que geralmente se inicia a partir de 6 cm de dilatação cervical, é caracterizada por uma progressão mais rápida. Uma das distocias que pode ser identificada é a parada secundária de dilatação, que ocorre quando não há alteração na dilatação cervical por um período de 2 horas ou mais, apesar de contrações uterinas eficazes. O diagnóstico de parada secundária de dilatação exige uma avaliação cuidadosa para identificar a causa subjacente, que pode variar desde desproporção céfalo-pélvica até contrações ineficazes ou má posição fetal. A conduta pode incluir amniotomia, ocitocina para otimizar as contrações, ou, em alguns casos, indicação de cesariana, visando sempre a segurança materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para diagnosticar parada secundária de dilatação no partograma?

A parada secundária de dilatação é diagnosticada quando há ausência de progressão da dilatação cervical por 2 horas ou mais na fase ativa do trabalho de parto, com contrações uterinas adequadas.

Qual a diferença entre fase ativa prolongada e parada secundária de dilatação?

A fase ativa prolongada é caracterizada por uma taxa de dilatação cervical mais lenta que o esperado, mas ainda progressiva. A parada secundária de dilatação, por outro lado, implica uma interrupção completa da progressão da dilatação por um período significativo.

Quais as possíveis causas de parada secundária de dilatação?

As causas podem incluir desproporção céfalo-pélvica, contrações uterinas ineficazes (hipoatividade uterina), má posição fetal, ou analgesia epidural excessiva. A identificação da causa é crucial para a conduta.

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