Santa Casa de Limeira (SP) — Prova 2021
Em um partograma estão anotados os seguintes dados: Contrações: 4 de 40 segundos de forte intensidade; Bolsa íntegra; Dilatação: 4 cm pelas 3 últimas horas; Apresentação: ODP-1 FCF: 136. Pode-se concluir que
Dilatação 4 cm por 3h + dinâmica uterina adequada → parada de progressão, considerar analgesia para distócia funcional.
A parada de progressão do trabalho de parto, com dilatação estacionária em 4 cm por 3 horas, mesmo com dinâmica uterina aparentemente adequada, sugere uma distócia funcional. Nesses casos, a analgesia pode ser uma medida eficaz para promover o relaxamento e a progressão do parto, antes de considerar a ocitocina ou a via alta.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o acompanhamento do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas. A progressão do trabalho de parto é avaliada pela dilatação cervical e pela descida da apresentação fetal. No caso apresentado, a dilatação de 4 cm por 3 horas, mesmo com contrações de forte intensidade (4 de 40 segundos), indica uma parada de progressão na fase ativa do trabalho de parto. A fase ativa é geralmente definida a partir de 6 cm de dilatação, mas uma dilatação estacionária em 4 cm por um período prolongado já é preocupante. A apresentação ODP-1 (occipito direita posterior, com a apresentação em -1) sugere que o feto ainda não está insinuado e pode estar em uma posição desfavorável. Diante de uma parada de progressão com dinâmica uterina aparentemente adequada, a primeira medida a ser considerada é a analgesia. A dor e o estresse podem levar a uma distócia funcional, onde a contração uterina é eficaz, mas a resposta do colo ou do assoalho pélvico é inadequada. A analgesia, como a peridural, pode relaxar o assoalho pélvico e o colo, facilitando a progressão. A ocitocina seria uma opção se a dinâmica uterina fosse inadequada. A indicação de via alta (cesariana) é reservada para casos de falha das medidas conservadoras ou outras complicações.
Uma parada de progressão no partograma ocorre quando não há alteração na dilatação cervical ou na descida da apresentação fetal por um período de tempo definido, apesar de contrações uterinas adequadas, indicando uma falha na evolução do trabalho de parto.
A analgesia, especialmente a peridural, pode ser benéfica em casos de distócia funcional, pois alivia a dor, reduz o estresse materno e pode promover o relaxamento do colo uterino e do assoalho pélvico, facilitando a progressão do trabalho de parto.
A ocitocina pode ser considerada para melhorar a dinâmica uterina se esta for inadequada. A via alta (cesariana) é indicada após falha das medidas conservadoras, como analgesia e ocitocina, ou em casos de sofrimento fetal ou desproporção cefalopélvica confirmada.
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