Parada da Descida Fetal: Causas e Manejo no Partograma

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

Analise o partograma abaixo da Sra. S.S., 39 anos, G4P3A0, 3 partos vaginais, que encontra-se em trabalho de parto. Assinale a alternativa CORRETA:

Alternativas

  1. A) A paciente alcançou dilatação total em aproximadamente 10 horas de admissão hospitalar.
  2. B) As contrações uterinas foram eficientes desde a quarta hora de admissão.
  3. C) Houve parada da descida provavelmente por desproporção cefalopélvica mesmo com dilatação total.
  4. D) Apesar de ter havido queda dos batimentos cardíacos fetais no evoluir do trabalho de parto, não é possível inferir pelo registro que houve sofrimento fetal agudo.
  5. E) Após ruptura da bolsa da água, as contrações tornaram-se muito mais fortes.

Pérola Clínica

Parada da descida fetal com dilatação total → suspeitar de desproporção cefalopélvica ou má-posição.

Resumo-Chave

A parada da descida fetal, mesmo com dilatação total, é uma distocia de progressão que sugere desproporção cefalopélvica ou má-posição fetal. Em uma multípara com histórico de partos vaginais, isso pode indicar uma alteração na apresentação ou um feto macrossômico.

Contexto Educacional

O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar precocemente distocias. Ele registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal, as contrações uterinas e a frequência cardíaca fetal, entre outros parâmetros. A parada da descida fetal é definida como a ausência de progressão da apresentação fetal por um período de tempo determinado (geralmente 1 hora ou mais na fase ativa do segundo estágio do trabalho de parto, ou 2 horas se for primípara e 1 hora se for multípara, dependendo da fonte e se há analgesia). Mesmo com dilatação cervical total, a descida fetal pode ser comprometida. As principais causas incluem desproporção cefalopélvica (DCP), má-posição ou má-apresentação fetal (como occipitoposterior persistente ou deflexão), e contrações uterinas ineficazes. A identificação de uma parada da descida no partograma exige uma reavaliação clínica cuidadosa para determinar a causa. Se houver suspeita de DCP ou má-posição que não pode ser corrigida, a interrupção do parto por cesariana pode ser necessária. Em casos de contrações ineficazes, a ocitocina pode ser utilizada para otimizar a dinâmica uterina, desde que não haja obstrução mecânica.

Perguntas Frequentes

O que significa parada da descida fetal no partograma?

Significa a ausência de progressão da apresentação fetal por um período de tempo determinado (geralmente 1 hora ou mais na fase ativa do segundo estágio do trabalho de parto), mesmo com dilatação cervical total.

Quais são as principais causas de parada da descida fetal?

As principais causas incluem desproporção cefalopélvica (DCP), má-posição ou má-apresentação fetal (ex: occipitoposterior persistente) e contrações uterinas ineficazes.

Qual a conduta diante de uma parada da descida fetal?

A conduta exige reavaliação clínica para determinar a causa. Pode incluir uso de ocitocina para contrações ineficazes ou indicação de cesariana em casos de DCP ou má-posição irredutível.

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