Santa Casa de Goiânia (GO) — Prova 2020
Analise a figura abaixo. De acordo com este partograma, o diagnóstico do trabalho de parto é de:
Partograma: Fase ativa prolongada = dilatação cervical < 1 cm/hora (primíparas) ou < 1,5 cm/hora (multíparas) após atingir 6 cm.
A fase ativa prolongada no partograma é caracterizada por uma taxa de dilatação cervical mais lenta do que o esperado após a mulher ter atingido 6 cm de dilatação. Isso indica uma distocia de progressão e requer avaliação para identificar a causa e definir a conduta, que pode incluir ocitocina ou, em alguns casos, cesariana.
O partograma é uma ferramenta gráfica essencial para o monitoramento da progressão do trabalho de parto, permitindo a identificação precoce de desvios da normalidade e a tomada de decisões clínicas oportunas. A fase ativa do trabalho de parto é caracterizada por uma dilatação cervical mais rápida, geralmente a partir de 6 cm de dilatação, e é crucial para a progressão do parto vaginal. A fase ativa prolongada é uma das distocias de progressão mais comuns. A fisiopatologia da fase ativa prolongada pode envolver fatores maternos, fetais ou uterinos. Entre eles, destacam-se a hipoatividade uterina (contrações insuficientes em frequência, intensidade ou duração), a desproporção céfalo-pélvica (quando a cabeça fetal é muito grande para a pelve materna), e as má-posições ou má-apresentações fetais. O diagnóstico é feito pela observação da curva de dilatação cervical no partograma, que se mantém abaixo da linha de alerta ou de ação, indicando uma progressão mais lenta que o esperado. O manejo da fase ativa prolongada depende da causa subjacente. Se a dinâmica uterina for inadequada, a ocitocina pode ser utilizada para otimizar as contrações. Se houver evidência de desproporção céfalo-pélvica ou má-posição fetal que não pode ser corrigida, a cesariana pode ser indicada. É fundamental uma avaliação contínua do bem-estar materno e fetal para garantir a segurança de ambos durante o trabalho de parto.
A fase ativa prolongada é definida por uma taxa de dilatação cervical inferior a 1 cm por hora em primíparas ou inferior a 1,5 cm por hora em multíparas, após a mulher ter atingido 6 cm de dilatação cervical e com contrações uterinas adequadas.
As causas podem incluir contrações uterinas inadequadas (hipoatividade uterina), desproporção céfalo-pélvica (DCP), má-posição fetal, ou analgesia peridural precoce. A identificação da causa é crucial para o manejo adequado.
A conduta inicial geralmente envolve a avaliação da dinâmica uterina e, se as contrações forem inadequadas, a administração de ocitocina para aumentar a frequência e intensidade das contrações. Se houver suspeita de DCP ou má-posição fetal, outras intervenções podem ser necessárias, incluindo a cesariana.
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