CERMAM - Comissão Estadual de Residência Médica do Amazonas — Prova 2022
São condições de aplicabilidade de fórcipe:
Fórcipe: colo totalmente dilatado, bolsa rota, feto vivo, apresentação adequada, bacia compatível e equipe experiente.
O uso do fórcipe é um procedimento de parto vaginal operatório que exige condições maternas e fetais específicas para sua segurança e eficácia. A dilatação completa do colo e a bolsa rota são pré-requisitos essenciais, garantindo que não haja obstáculos cervicais e que a cabeça fetal esteja bem aplicada.
O fórcipe obstétrico é um instrumento utilizado para auxiliar no parto vaginal, encurtando o período expulsivo ou resolvendo situações de sofrimento fetal. Embora sua frequência de uso tenha diminuído com o aumento das cesarianas, ele permanece uma ferramenta valiosa em obstetrícia, exigindo conhecimento técnico e habilidade do operador. A decisão de utilizá-lo deve ser baseada em indicações claras e na avaliação rigorosa das condições maternas e fetais. As condições de aplicabilidade do fórcipe são rigorosas para garantir a segurança da mãe e do bebê. O colo uterino deve estar completamente dilatado (10 cm), e a bolsa das águas deve estar rota para que as pinças possam ser corretamente aplicadas na cabeça fetal. Além disso, é fundamental que o feto esteja vivo, em apresentação cefálica (geralmente), e que a bacia materna seja clinicamente compatível com o volume cefálico, descartando qualquer desproporção céfalo-pélvica. A cabeça fetal deve estar insinuada, preferencialmente no plano +2 de De Lee ou abaixo. A técnica de aplicação do fórcipe requer experiência e conhecimento anatômico para evitar complicações como lacerações maternas (vaginais, cervicais, perineais), hemorragias, lesões do trato urinário e, no feto, traumatismos cranianos, lesões nervosas (paralisia facial) e hemorragias intracranianas. Portanto, a escolha do fórcipe deve ser criteriosa, e o procedimento deve ser realizado por um profissional treinado, em um ambiente com recursos para lidar com possíveis intercorrências.
As principais indicações incluem período expulsivo prolongado, sofrimento fetal agudo no segundo estágio do trabalho de parto, exaustão materna, ou condições maternas que contraindiquem o esforço de puxo, como cardiopatias graves.
Outras condições essenciais são: feto vivo, apresentação cefálica (ou pélvica em casos específicos e com experiência), bacia materna clinicamente adequada (sem desproporção céfalo-pélvica), anestesia adequada e bexiga vazia.
As contraindicações absolutas incluem: feto morto, desproporção céfalo-pélvica confirmada, apresentação fetal inadequada (ex: face mento-posterior), idade gestacional inferior a 34 semanas (devido ao risco de hemorragia intracraniana), e ausência de dilatação cervical completa.
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