IPSEMG - Instituto de Previdência dos Servidores de Minas Gerais — Prova 2024
Gestante 36 anos, GII, PI, A0 (PC há 4 anos), IG: 41 semanas, foi encaminhada do pré-natal de risco habitual para resolução da gestação. Nega comorbidades, vícios ou alergias. Apresenta relutância a ser submetida a nova cesariana, e deseja parto normal. Ao exame, ausência de metrossístoles em 10 minutos, colo fechado, grosso, posterior, BCF: 142, rítmico. Diante do quadro em questão, qual conduta deverá ser tomada?
Gestante com cesariana prévia, IG 41 semanas, colo desfavorável, desejo de PVAC → Indução com método mecânico (Krause) é preferível para evitar misoprostol (risco ↑ ruptura uterina).
Em gestantes com cesariana prévia que desejam Parto Vaginal Após Cesariana (PVAC) e apresentam colo desfavorável, a indução do trabalho de parto deve ser cuidadosamente avaliada. Métodos mecânicos, como o balão de Krause, são preferíveis ao misoprostol devido ao menor risco de ruptura uterina.
O Parto Vaginal Após Cesariana (PVAC) é uma opção segura e desejável para muitas gestantes com cesariana prévia, desde que preencham critérios específicos e sejam adequadamente monitoradas. A decisão de tentar um PVAC ou realizar uma cesariana eletiva deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios para a mãe e o feto, e sempre com o consentimento informado da paciente. A principal preocupação no PVAC é o risco de ruptura uterina, que, embora raro, pode ter consequências graves. No caso de uma gestante com 41 semanas, cesariana prévia e colo uterino desfavorável (fechado, grosso, posterior), a indução do trabalho de parto torna-se um desafio. O uso de misoprostol é formalmente contraindicado em úteros com cicatriz devido ao risco elevado de ruptura uterina. Portanto, métodos mecânicos de indução, como o balão de Krause, são a escolha preferencial, pois promovem o amadurecimento cervical de forma mais segura. O balão de Krause atua por pressão mecânica no colo, estimulando a liberação de prostaglandinas endógenas e auxiliando na dilatação. Após a indução, o monitoramento contínuo da mãe e do feto é essencial, incluindo cardiotocografia e vigilância para sinais de ruptura uterina. A opção de aguardar o trabalho de parto espontâneo pode ser considerada, mas em 41 semanas, a gestação já é a termo prolongado, o que aumenta os riscos e justifica a indução.
Os critérios incluem uma cesariana prévia com incisão uterina transversal baixa (tipo Kerr), ausência de contraindicações para parto vaginal, pelve clinicamente adequada, feto único em apresentação cefálica e ausência de outras cicatrizes uterinas ou cirurgias uterinas prévias.
O misoprostol, uma prostaglandina, aumenta o tônus uterino e a frequência das contrações, elevando significativamente o risco de ruptura uterina em úteros com cicatriz prévia. Por isso, métodos mecânicos são preferidos.
O balão de Krause é um método mecânico de indução que, ao ser inserido no colo uterino e insuflado, exerce pressão sobre o colo, promovendo seu amadurecimento e dilatação. Ele também estimula a liberação de prostaglandinas endógenas, auxiliando no processo de indução.
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