UFPR/HC - Complexo Hospital de Clínicas da UFPR (PR) — Prova 2020
CD, 30 anos, G1, 37+2 semanas, pré-natal de baixo risco, vem à consulta de rotina solicitando resolução da gestação por cesariana. Refere ter receio da dor do parto e muito medo de óbito fetal, já que sua irmã teve um óbito fetal intraparto recente. Com relação à operação cesariana, assinale a alternativa INCORRETA.
"Uma vez cesárea, sempre cesárea" é um conceito ULTRAPASSADO; PVAC é uma opção segura em casos selecionados.
O princípio "uma vez cesárea, sempre cesárea" (Cragin) é obsoleto. O parto vaginal após cesariana (PVAC) é uma opção segura e recomendada para muitas mulheres com cesariana anterior, desde que preencham critérios específicos e não apresentem contraindicações. A decisão deve ser individualizada e baseada em evidências.
A cesariana é um procedimento cirúrgico que salva vidas, mas seu aumento indiscriminado tem gerado preocupações devido aos riscos associados, tanto para a mãe quanto para o bebê, especialmente em gestações futuras. A cesariana a pedido, embora seja uma opção para a paciente, deve ser precedida de um consentimento informado detalhado, abordando os riscos e benefícios em comparação com o parto vaginal. Um dos pontos cruciais a ser desmistificado é o antigo adágio de Cragin, "uma vez cesárea, sempre cesárea". Este princípio é considerado obsoleto na obstetrícia moderna. Atualmente, o Parto Vaginal Após Cesariana (PVAC) é uma opção segura e recomendada para muitas mulheres que tiveram uma cesariana anterior, desde que preencham critérios específicos, como uma única cesariana prévia com incisão uterina transversal baixa e ausência de contraindicações. As complicações da cesariana para o futuro reprodutivo incluem o aumento do risco de placentação inadequada, como placenta prévia e acretismo placentário, que podem levar a hemorragias graves e necessidade de histerectomia. A antibioticoprofilaxia antes do início da cirurgia é uma medida rotineira e essencial para reduzir o risco de infecções pós-operatórias. Além disso, a cesariana eletiva antes de 39 semanas de gestação não é recomendada devido aos riscos de imaturidade pulmonar e outras complicações neonatais.
O princípio "uma vez cesárea, sempre cesárea" (Cragin) sugeria que, após uma cesariana, todos os partos subsequentes deveriam ser cesarianas. Atualmente, esse conceito é considerado obsoleto, e o parto vaginal após cesariana (PVAC) é uma opção segura para muitas mulheres.
Múltiplas cesarianas aumentam o risco de complicações como acretismo placentário, placenta prévia, ruptura uterina em gestações futuras, além de maiores taxas de histerectomia e lesões de órgãos adjacentes.
Geralmente, os critérios incluem uma única cesariana prévia com incisão uterina transversal baixa, ausência de contraindicações para parto vaginal, ausência de outras cicatrizes uterinas e disponibilidade de equipe e estrutura para uma cesariana de emergência, se necessário.
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