HIS - Hospital Infantil Sabará (SP) — Prova 2024
Gestante secundigesta, com história prévia de um parto cesárea há 5 anos por apresentação pélvica, comparece a primeira consulta do pré-natal na Unidade Básica de Saúde. Nega quaisquer comorbidades prévias. Refere ter muito desejo de que seu próximo parto seja vaginal e questiona sobre a possibilidade dessa via de parto. Qual é a orientação correta a ser dada à paciente, considerando que ela terá uma gestação de risco habitual?
PVAC é possível em casos selecionados; indução mecânica (sonda Foley) é preferível a métodos farmacológicos (misoprostol) em útero cicatricial.
O Parto Vaginal Após Cesárea (PVAC) é uma opção segura para muitas mulheres com uma cesárea prévia, especialmente se a indicação anterior não for recorrente. A indução do trabalho de parto pode ser considerada, mas com restrições: métodos mecânicos são preferíveis, e o misoprostol é contraindicado devido ao risco aumentado de ruptura uterina.
O Parto Vaginal Após Cesárea (PVAC), ou VBAC (Vaginal Birth After Cesarean), é uma opção viável e segura para muitas mulheres com uma cesárea prévia, especialmente quando a indicação da cesárea anterior não é recorrente, como no caso de apresentação pélvica. A taxa de sucesso do PVAC é alta, e oferece benefícios como menor tempo de recuperação e menor risco de complicações associadas a múltiplas cesáreas. É fundamental que o residente saiba identificar as candidatas ideais e as contraindicações. A indução do trabalho de parto em útero cicatricial requer cautela. Agentes farmacológicos como o misoprostol são estritamente contraindicados devido ao risco elevado de ruptura uterina. No entanto, a indução pode ser considerada em casos selecionados, utilizando métodos mecânicos. A sonda de Foley, por exemplo, é um método seguro e eficaz para o amadurecimento cervical, agindo por pressão mecânica e estimulando a liberação de prostaglandinas endógenas sem o risco de hiperestimulação uterina. A decisão de tentar um PVAC e a escolha do método de indução devem ser tomadas em conjunto com a paciente, após discussão dos riscos e benefícios. O monitoramento contínuo da mãe e do feto é essencial durante todo o trabalho de parto, com especial atenção aos sinais de ruptura uterina. O residente deve estar preparado para gerenciar essas situações complexas, garantindo a segurança materna e fetal.
Candidatas ideais para PVAC incluem uma única cesárea prévia com incisão uterina transversal baixa, ausência de contraindicações para parto vaginal, ausência de cicatriz uterina prévia de alto risco (clássica), e desejo da paciente.
O misoprostol é um análogo da prostaglandina que causa contrações uterinas potentes e imprevisíveis, aumentando significativamente o risco de ruptura uterina em úteros com cicatriz prévia, o que pode ser catastrófico para mãe e feto.
A sonda de Foley é um método mecânico de indução que promove o amadurecimento cervical por pressão e liberação de prostaglandinas endógenas. É considerada uma opção mais segura que os agentes farmacológicos em úteros com cicatriz prévia, pois não causa contrações uterinas hiperestimulantes.
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