UFRJ/HUCFF - Hospital Universitário Clementino Fraga Filho (RJ) — Prova 2020
Gestante com 18 semanas realiza ultrassonografia que evidencia feto único com boa vitalidade e comprimento cervical de 21mm. Tem histórico de 2 gestações que evoluíram para partos prematuros com 31 e 28 semanas, respectivamente. A melhor conduta para esta gestante é:
Gestante com colo curto (<25mm) e histórico de parto prematuro → cerclagem cervical é a melhor conduta.
Em gestantes com histórico de parto prematuro e colo cervical curto (<25mm) detectado na ultrassonografia do segundo trimestre, a cerclagem cervical é a intervenção mais eficaz para prevenir um novo parto prematuro.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal. A identificação de gestantes de alto risco é crucial para implementar medidas preventivas eficazes. Um dos principais fatores de risco é o histórico de partos prematuros anteriores, combinado com a detecção de um colo cervical curto na ultrassonografia. O comprimento cervical, medido por ultrassonografia transvaginal entre 18 e 24 semanas, é um preditor robusto de parto prematuro. Um colo com 21mm, como no caso, é considerado significativamente curto. Para gestantes com histórico de parto prematuro e colo curto, a cerclagem cervical é a intervenção mais recomendada e com maior nível de evidência para reduzir o risco de recorrência. A cerclagem é um procedimento cirúrgico que consiste em suturar o colo uterino para reforçá-lo e prevenir sua dilatação precoce. Embora a progesterona vaginal também seja utilizada na prevenção do parto prematuro (especialmente em casos de colo curto isolado sem histórico), a cerclagem é superior para a população de alto risco com histórico de prematuridade e colo curto. A terbultalina é um tocolítico usado para inibir contrações, não para prevenção primária de parto prematuro em colo curto.
A cerclagem cervical é indicada principalmente em gestantes com histórico de parto prematuro espontâneo e que apresentam colo cervical curto (geralmente < 25mm) na ultrassonografia transvaginal entre 18 e 24 semanas de gestação.
A progesterona vaginal é eficaz na prevenção do parto prematuro em gestantes com colo curto sem histórico de prematuridade ou como terapia adjuvante em casos de alto risco. A progesterona oral não tem a mesma eficácia comprovada para essa indicação.
O comprimento cervical medido por ultrassonografia transvaginal no segundo trimestre é um forte preditor de parto prematuro. Um colo < 25mm é considerado curto e indica um risco aumentado, especialmente em pacientes com histórico prévio.
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