Parto Prematuro: Condutas Essenciais para Otimizar o Prognóstico

IFF/Fiocruz - Instituto Fernandes Figueira (RJ) — Prova 2020

Enunciado

O parto prematuro é um problema de saúde pública por sua elevada incidência (10%) e por se constituir na maior causa de morbimortalidade neonatal precoce e tardia. A conduta dependerá da idade gestacional e dos antecedentes obstétricos. Marque a opção que confere uma conduta CORRETA:

Alternativas

  1. A) Medida do colo uterino por ultrassonografia transvaginal entre 20-24 semanas de idade gestacional menor que 30 mm, indica o uso de progesterona micronizada.
  2. B) Sulfato de magnésio para neuroproteção está indicado na gestação entre 23 e 34 semanas de idade gestacional, quando o parto é iminente.
  3. C) Está indicado uma dose de corticoide de resgate em mulheres com menos de 34 semanas de idade gestacional, com risco de parto dentre os próximos 7 dias e cujo curso anterior tenha sido administrado há mais de 14 dias.
  4. D) Mulheres com dois abortamentos anteriores no primeiro trimestre, necessita de cerclagem uterina profilática logo após o diagnóstico da gestação.

Pérola Clínica

Corticoide de resgate para prematuridade: <34 semanas, risco de parto em 7 dias, curso anterior >14 dias.

Resumo-Chave

O corticoide de resgate é uma estratégia para otimizar a maturidade pulmonar fetal em casos de risco iminente de parto prematuro, quando um curso inicial de corticoide já foi administrado há mais de 14 dias, seguindo critérios de idade gestacional.

Contexto Educacional

O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal e um grande desafio na obstetrícia. A conduta adequada é crucial para melhorar o prognóstico do recém-nascido, e envolve diversas estratégias baseadas na idade gestacional e nos fatores de risco. Entre as condutas mais importantes, destaca-se a corticoterapia antenatal para a maturidade pulmonar fetal, que reduz a incidência de síndrome do desconforto respiratório e outras complicações. Um curso de resgate de corticoide pode ser considerado em gestantes com menos de 34 semanas, com risco de parto nos próximos 7 dias, e que já receberam um curso inicial há mais de 14 dias, otimizando os benefícios sem aumentar os riscos. Outras intervenções incluem o sulfato de magnésio para neuroproteção fetal (entre 24 e 32 semanas, com parto iminente), a progesterona para gestantes com colo curto ou histórico de parto prematuro, e a cerclagem uterina em casos específicos de insuficiência istmocervical. O manejo do parto prematuro exige uma avaliação cuidadosa e individualizada para cada paciente, visando sempre o melhor desfecho materno-fetal.

Perguntas Frequentes

Quando o sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal?

O sulfato de magnésio é indicado para neuroproteção fetal em gestações entre 24 e 32 semanas, quando o parto prematuro é iminente, visando reduzir o risco de paralisia cerebral.

Qual a indicação da progesterona micronizada na prevenção do parto prematuro?

A progesterona micronizada é indicada para gestantes com colo uterino curto (medida ultrassonográfica transvaginal < 25 mm) entre 20 e 24 semanas, ou com história de parto prematuro espontâneo anterior.

Quais os critérios para a administração de corticoide de resgate na prematuridade?

O corticoide de resgate é indicado para gestantes com menos de 34 semanas, com risco de parto nos próximos 7 dias, e que receberam um curso anterior de corticoide há mais de 14 dias.

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