UEL - Hospital Universitário de Londrina (PR) — Prova 2023
Assinale a alternativa que apresenta, corretamente, o patógeno que pode aumentar o risco de parto prematuro pela secreção de hialuronidase.
Estreptococo do grupo B (EGB) ↑ risco de parto prematuro via secreção de hialuronidase.
O Estreptococo do grupo B (EGB), ou Streptococcus agalactiae, é um patógeno importante na gravidez, conhecido por causar infecções perinatais graves. Sua capacidade de secretar hialuronidase contribui para a degradação da matriz extracelular das membranas fetais, aumentando o risco de ruptura prematura de membranas e, consequentemente, de parto prematuro.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas de gestação, é uma das principais causas de morbimortalidade neonatal. As infecções desempenham um papel crucial em aproximadamente 25-40% dos casos de parto prematuro espontâneo. Entre os patógenos, o Estreptococo do grupo B (EGB), ou Streptococcus agalactiae, é um dos mais relevantes devido à sua prevalência na colonização vaginal e sua capacidade de causar infecções ascendentes. A fisiopatologia da associação entre EGB e parto prematuro envolve a capacidade do microrganismo de produzir fatores de virulência. A hialuronidase é uma enzima bacteriana que degrada o ácido hialurônico, um glicosaminoglicano essencial para a integridade da matriz extracelular das membranas fetais (âmnio e córion). Essa degradação enzimática enfraquece as membranas, tornando-as mais suscetíveis à ruptura prematura (RPM), que é um gatilho comum para o trabalho de parto prematuro. O diagnóstico da colonização por EGB é feito por cultura de swab retal e vaginal entre 35 e 37 semanas de gestação. O tratamento da colonização materna com antibióticos intraparto (profilaxia) é fundamental para prevenir a transmissão vertical e a sepse neonatal precoce, mas também pode ter um impacto indireto na redução do risco de infecções que levam à prematuridade. O manejo do parto prematuro induzido por infecção envolve a antibioticoterapia adequada, tocolíticos em casos selecionados e corticoterapia para maturação pulmonar fetal.
O EGB pode colonizar o trato genital feminino e ascender, causando infecção intra-amniótica e corioamnionite. A secreção de enzimas como a hialuronidase degrada as membranas fetais, levando à ruptura prematura e ao desencadeamento do trabalho de parto prematuro.
A hialuronidase é uma enzima produzida por certos patógenos, incluindo o EGB, que degrada o ácido hialurônico, um componente essencial da matriz extracelular. Essa degradação enfraquece as membranas amnióticas e coriônicas, predispondo à ruptura prematura e ao parto prematuro.
Além do EGB, outras infecções como vaginose bacteriana (Gardnerella vaginalis), infecções do trato urinário (Escherichia coli, Proteus mirabilis) e outras infecções cervicovaginais podem aumentar o risco de parto prematuro devido à inflamação e degradação das membranas.
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