UFPB/HULW - Hospital Universitário Lauro Wanderley - João Pessoa (PB) — Prova 2023
Assinale a alternativa que não representa um fator de risco para parto prematuro.
Candidíase vaginal NÃO é fator de risco para parto prematuro; gestação múltipla, infecção intra-amniótica, colo curto e polidrâmnio SÃO.
Enquanto infecções como a infecção intra-amniótica (corioamnionite) são fatores de risco bem estabelecidos para o parto prematuro, a candidíase vaginal, uma infecção fúngica comum, não é consistentemente associada a um aumento do risco de prematuridade. Outros fatores importantes incluem gestação múltipla, colo uterino curto e polidrâmnio.
O parto prematuro, definido como o nascimento antes de 37 semanas completas de gestação, é a principal causa de morbimortalidade neonatal em todo o mundo. A identificação e o manejo dos fatores de risco são cruciais para a prevenção e o planejamento do cuidado obstétrico. Compreender quais condições realmente aumentam esse risco é fundamental para residentes e estudantes de medicina. Diversos fatores de risco estão bem estabelecidos para o parto prematuro. Entre eles, destacam-se a gestação múltipla (gemelar, trigemelar), infecções (especialmente a infecção intra-amniótica ou corioamnionite, vaginose bacteriana e infecções do trato urinário), o colo uterino curto (detectado por ultrassonografia), polidrâmnio (excesso de líquido amniótico), histórico de parto prematuro anterior, anomalias uterinas e sangramento vaginal. Por outro lado, a candidíase vaginal, uma infecção fúngica comum, embora possa causar desconforto, não é considerada um fator de risco significativo e independente para o parto prematuro. É importante não confundir a candidíase com outras infecções que têm impacto comprovado na prematuridade. O conhecimento preciso desses fatores permite uma estratificação de risco adequada e a implementação de medidas preventivas eficazes, como a progesterona vaginal em casos selecionados.
Os principais fatores incluem gestação múltipla, histórico de parto prematuro, infecções (urinárias, vaginose bacteriana, intra-amnióticas), colo uterino curto, anomalias uterinas, polidrâmnio, sangramento vaginal no segundo ou terceiro trimestre e tabagismo.
A gestação múltipla aumenta o risco devido à distensão uterina excessiva, que pode levar ao trabalho de parto prematuro, e a um maior risco de complicações como pré-eclâmpsia e restrição de crescimento intrauterino.
O colo uterino curto, medido por ultrassonografia transvaginal, é um forte preditor de parto prematuro. Mulheres com essa condição podem se beneficiar de intervenções como progesterona vaginal ou cerclagem, dependendo do histórico obstétrico.
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